Fotografia do documento original, assinado pelo Papa Bento II

BENEDICTUS, PAPAM
PONTIFEX MAXIMUS
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
Constituídos, por desígnio da divina Providência, na Sé do Bem-aventurado Apóstolo Pedro, ainda que conscientes da nossa insuficiência, reconhecemos como dever próprio do Ministério Petrino não apenas confirmar os irmãos na fé (cf. Lc 22,32), mas também distinguir com paterna benevolência aqueles presbíteros que, pela retidão de vida, pela fidelidade à Igreja e pela diligente cooperação com a Sé Apostólica, se tornaram instrumentos dóceis da ação do Espírito Santo na edificação do Corpo de Cristo.
Desde tempos antigos, a Igreja Romana conservou o costume de associar mais estreitamente à sua solicitude aqueles ministros que, exercendo com discrição e constância o serviço eclesial, se destacaram pela prudência no agir, pela firmeza na doutrina e pela obediência sincera, servindo não a si mesmos, mas Àquele que “não veio para ser servido, mas para servir” (cf. Mt 20,28). Tendo, pois, considerado atentamente o teu ministério sacerdotal, exercido com zelo pastoral, sobriedade de costumes e espírito de comunhão, bem como o testemunho de fidelidade por ti oferecido à disciplina da Igreja e ao Magistério autêntico, julgamos oportuno reconhecer publicamente tais méritos, para edificação dos fiéis e estímulo ao bem comum eclesial.
Por isso, seguindo a venerável tradição da Santa Igreja e movidos por particular solicitude apostólica, TE CONSTITUÍMOS PROTONOTÁRIO APOSTÓLICO, concedendo-te o título de MONSENHOR, com todas as honras, direitos e prerrogativas que lhe são próprios, para que esta distinção seja para ti não causa de vanglória, mas incentivo a uma vida sacerdotal ainda mais conforme ao coração de Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote.
Exortamos-te, dileto filho, a que, ornado desta dignidade, resplandeças ainda mais pelas virtudes evangélicas, pela integridade de vida e pela diligência no ministério, lembrando-te de que a verdadeira grandeza na Igreja consiste no serviço humilde e fiel (cf. Lc 22,26), e perseveres constante na comunhão com os Pastores e com esta Sé Apostólica.
Confiamos-te, de modo especial, à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, para que, guardando no coração a Palavra de Deus (cf. Lc 2,19), permaneças firme na fé, alegre na esperança e zeloso na caridade, para glória de Deus e bem do seu Povo santo.
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Nosso Anel do Pescador, no quarto dia do mês de janeiro do Ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, na Solenidade da Epifania do Senhor, segundo de Nosso Pontificado.


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