Fotografia do documento original, assinado pelo Papa Bento II

BENEDICTUS, PAPAM
PONTIFEX MAXIMUS
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
Nós, que pela inescrutável disposição da divina Providência fomos elevados, não por méritos próprios, mas pela gratuita benevolência daquele que “chama à existência o que não existe” (cf. Rm 4,17), à Cátedra do Bem-aventurado Apóstolo Pedro, consideramos dever próprio do Ministério Petrino reconhece aqueles presbíteros que, perseverando fielmente no serviço do altar e na edificação do Povo de Deus, se distinguem pela reta doutrina, pela dignidade de vida e pela diligente solicitude pastoral.
Desde os tempos apostólicos, a Santa Igreja, consciente de que “os presbíteros são cooperadores da ordem episcopal” (cf. At 20,28), jamais deixou de exortar e, quando oportuno, de distinguir com sinais honoríficos aqueles ministros que, pelo exemplo silencioso e pela constância no labor cotidiano, se tornaram colunas firmes na casa de Deus (cf. Gl 2,9), não buscando a própria glória, mas a daquele que os chamou das trevas para a sua luz admirável (cf. 1Pd 2,9). Tendo, pois, considerado atentamente o teu ministério sacerdotal, o testemunho de fidelidade eclesial por ti oferecido, a diligência pastoral exercida com prudência e zelo, bem como a tua constante adesão ao Magistério e à disciplina da Igreja, exercendo o ministério “não por ambição torpe, mas de boa vontade” (cf. 1Pd 5,2), julgamos justo e oportuno que tal serviço seja reconhecido também mediante um sinal visível da benevolência desta Sé Apostólica.
Por isso, movidos por paterna solicitude e seguindo a venerável tradição da Igreja, TE CONSTITUÍMOS CAPELÃO DE SUA SANTIDADE, concedendo-te o título de MONSENHOR, com todos os direitos, honras e prerrogativas inerentes a este grau, para que tal distinção não seja para ti ocasião de vanglória, mas estímulo a uma ainda mais profunda humildade evangélica, a um amor mais ardente à Igreja e a uma dedicação mais generosa ao serviço do Povo de Deus (cf. Lc 17,10).
Exortamos-te, dileto filho, a que, revestido desta honra eclesiástica, resplandeças ainda mais pelas virtudes sacerdotais, sendo modelo dos fiéis “na palavra, no procedimento, na caridade, na fé e na pureza” (cf. 1Tm 4,12), e perseveres firme na comunhão com o teu Arcebispo e com esta Sé Apostólica, servindo com coração indiviso a unidade da Igreja e a paz das almas.
Confiamos-te, de modo especial, à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe do Sumo e Eterno Sacerdote, para que, à sua escola, aprendas a guardar e meditar no coração os mistérios de Deus (cf. Lc 2,19), permanecendo fiel até o fim à graça recebida.
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Nosso Anel do Pescador, no primeiro dia do mês de janeiro do Ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, na Solenidade da Epifania do Senhor, segundo de Nosso Pontificado


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