Bula de Nomeação Episcopal | Frei Lorenzo Maria Ravasssi

Fotografia do documento original, assinado pelo Papa Bento III
e enviado ao Frei Lorenzo



BENEDICTVS, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI

AD PERPETUAM REI MEMORIAM

Ao dileto filho, Frei Lorenzo Maria Ravassi, até agora legitimamente incardinado na Arquidiocese de São Paulo, por Nós escolhido para exercer o ministério de Bispo Auxiliar da mesma Igreja Particular, no Brasil.

Saúde, graça e a Nossa Bênção Apostólica.

É, portanto, Nosso grave dever, no exercício do ministério apostólico que Nos foi confiado, acudir às necessidades das Igrejas particulares, provendo-as de colaboradores prudentes e zelosos, capazes de auxiliar os seus legítimos Pastores no múnus de ensinar, santificar e reger o povo cristão.

Voltamos, por isso, a Nossa paternal solicitude para a insigne Arquidiocese de São Paulo, Igreja florescente e de vasta porção do povo de Deus, cuja ação evangelizadora e pastoral reclama o auxílio de diligentes cooperadores no ministério episcopal. Considerando atentamente as circunstâncias presentes e desejando prover convenientemente às necessidades daquela venerável Igreja, dirigimos o Nosso olhar para ti, dileto filho, Frei Lorenzo Maria Ravassi.

Depois de madura deliberação, acolhendo o parecer dos organismos competentes da Sé Apostólica e invocando humildemente a luz do Espírito Santo, pela plenitude da Nossa Autoridade Apostólica, Nós te elegemos, nomeamos e constituímos Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, confiando-te a dignidade e os encargos próprios do episcopado.

Ao mesmo tempo, segundo a venerável disciplina da Igreja, atribuímos-te a Sé Episcopal Titular de Otona, para que, unido ao Colégio dos Bispos e em filial comunhão com esta Sé Apostólica, possas exercer plenamente o ministério que ora te é confiado.

Quisemos, assim, que, unido por estreitos vínculos de fraternidade e cooperação ao Arcebispo Metropolitano de São Paulo, te dediques generosamente ao serviço daquela porção do rebanho do Senhor, oferecendo-lhe o testemunho de uma vida conformada ao Evangelho e exercendo, com prudência e caridade, o ministério que procede dos Apóstolos.

Receberás, pois, a sagrada Ordenação Episcopal no tempo e lugar que forem oportunamente determinados, observadas fielmente as prescrições do direito e as veneráveis normas litúrgicas da Santa Igreja. Antes de assumires plenamente os encargos que te são confiados, professarás solenemente a fé recebida dos Apóstolos e prestarás o juramento de fidelidade, conforme determina a disciplina eclesiástica, prometendo guardar e defender a comunhão com esta Sé Apostólica e com aqueles que, depois de Nós, forem chamados a ocupar a Cátedra do Príncipe dos Apóstolos.

Exortamo-te, dileto filho, a que jamais te afastes do exemplo de Cristo, Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pelas ovelhas. Que a caridade seja a medida de teu governo, a verdade o fundamento de teu ensinamento e a santidade o permanente horizonte de teu ministério.

Enquanto elevamos ao Senhor ardentes preces pelo feliz e fecundo desempenho da missão que ora te confiamos, concedemos-te, de coração paternal e com abundante benevolência, a Nossa Bênção Apostólica, como penhor da graça divina e testemunho da particular solicitude que te dedicamos.

Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Nosso Anel do Pescador, aos vinte dias do mês de agosto, do Ano Santo Mariano de dois mil e vinte e seis, no primeiro de Nosso Pontificado.