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Bula de Nomeação | Arcebispado de Braga, Portugal

 

 Fotografia do documento original, assinado pelo Papa Bento II
e enviado ao Cardeal Lukke Muller
 
 

BENEDICTUS, PAPAM
PONTIFEX MAXIMUS

AD PERPETUAM REI MEMORIAM

Ao caríssimo filho, DOM LUKKE MULLER, Cardeal da Santa Igreja, nomeado Arcebispo Metropolitano de Braga, saudação e bênção apostólica.

Constituído por desígnio do Redentor como princípio visível de unidade e pastor universal do rebanho de Cristo, o Sucessor do Bem-aventurado Pedro traz no coração a preocupação constante por todas as Igrejas particulares, para que nelas floresça a integridade da fé, a dignidade do culto divino e a disciplina que edifica o Corpo Místico. No exercício deste Ministério Petrino, compete-Nos prover com prudência e espírito sobrenatural aquelas Sés que, pela sua história e missão, ocupam lugar singular na vida da Igreja. Entre tais Igrejas distingue-se, por venerável primazia e ilustre tradição, a Arquidiocese de Braga, cuja memória se confunde com as próprias raízes do cristianismo na antiga Hispânia.

Ao longo dos séculos, aquela Sé tornou-se centro irradiador de cultura cristã, berço de pastores insignes e guardiã vigilante da ortodoxia. Em comunhão constante com a Sé Apostólica, a Igreja em Portugal contribuiu generosamente para a expansão do Evangelho, levando a luz de Cristo a povos distantes e inscrevendo na história uma herança espiritual de inestimável valor.

Considerando a necessidade de prover essa Sé Metropolitana com um Pastor diligente, vigilante e cheio de zelo apostólico, e após longa meditação, oração e refletida consulta, NOMEAMOS e CONSTITUÍMOS como ARCEBISPO METROPOLITANO DE BRAGA o Eminentíssimo DOM LUKKE MULLER, concedendo-lhe todos os direitos, faculdades, honras e encargos inerentes ao múnus episcopal e à dignidade arquiepiscopal.

Exortamo-lo a exercer o tríplice múnus de ensinar, santificar e governar com zelo apostólico, a promover a comunhão entre clero, religiosos e leigos, e a permanecer unido a esta Sé Apostólica, que, por vontade divina, é fundamento visível da unidade eclesial. Confiamos o seu ministério à proteção da Santíssima Virgem Maria, sob o título da Imaculada Conceição, tão venerada pelo povo português, e à intercessão de São Martinho de Braga, para que, assistido pela graça divina, conduza a Igreja Bracarense na fidelidade à tradição, na firmeza da fé e na abundância da caridade.


Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Nosso Anel do Pescador, no décimo terceiro dia do mês de fevereiro do Ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, segundo de Nosso Pontificado.