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L'Osservatore Romano | Cardeal Dominique Mamberti, o novo Secretário de Estado

 

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GIORNALE QUOTIDIANO • POLITICO RELIGIOSO

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Città del Vaticano | Edizione Speciale | 13 Dicembre 2025

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CARDEAL DOMINIQUE MAMBERTI, O NOVO SECRETÁRIO DE ESTADO DO VATICANO

TRAJETÓRIA DIPLOMÁTICA E REFORMAS NA SECRETARIA MARCAM SUA NOMEAÇÃO

CIDADE DO VATICANO — Dominique François Mamberti, nascido em Marrakesh, no Marrocos, filho de pais franceses, construiu sua trajetória eclesiástica de forma contínua e discreta no interior da Cúria Romana. Ordenado sacerdote em 1981, ingressou ainda jovem na Secretaria de Estado do Vaticano, onde desenvolveu uma carreira marcada pela atuação diplomática e administrativa ao longo de várias décadas.


Funcionário de carreira da Santa Sé, Mamberti ocupou diferentes funções na estrutura diplomática vaticana, consolidando-se como um quadro técnico experiente e conhecedor dos mecanismos internos da Igreja. Sua nomeação ao cargo de Secretário de Estado, durante o pontificado do Papa Bento II, reflete a confiança adquirida ao longo dos anos de serviço e proximidade com o atual Pontífice.


Segundo fontes ligadas ao Vaticano, o novo Secretário de Estado pretende conduzir a diplomacia da Santa Sé com uma postura cautelosa, firme e reservada, preservando o tradicional perfil de mediação e prudência que caracteriza a atuação internacional do Vaticano. Há também indicações de que Mamberti avalia ajustes estruturais mais amplos na Secretaria de Estado.


Observadores destacam que o cardeal tem buscado, nos últimos meses, uma maior aproximação com diferentes setores do clero, movimento interpretado como parte de um esforço para fortalecer o diálogo interno e ampliar a escuta institucional. Apesar disso, mantém um estilo pessoal marcado pela discrição e pela atenção constante aos desdobramentos políticos, pastorais e diplomáticos da Igreja.


Também conhecido por posições firmes, Mamberti defende mudanças graduais na Cúria Romana. Em declarações recentes, afirmou apoiar “reformas moderadas e graduais”, ressaltando que evita soluções abruptas. “Não gosto de terapia de choque, principalmente pelo seu efeito desestabilizador e polarizador”, declarou. A postura sinaliza uma condução pautada pela continuidade e pelo equilíbrio no governo central da Igreja.