BENEDICTUS, PAPAM
PONTIFEX MAXIMUS
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
Iluminados pelo Espírito Santo, que “renova a face da terra” (Sl 104,30) e suscita em cada tempo novos caminhos de evangelização, voltamos com particular solicitude o Nosso olhar para a amada cidade do Rio de Janeiro, cuja história e fé são marcadas pelo testemunho luminoso de São Sebastião, mártir intrépido, que preferiu obedecer a Deus antes que aos homens (cf. At 5,29).
Ouvindo com atenção paterna o Sopro Inspirador, e ponderadas diante de Deus as necessidades espirituais da região, compreendemos que era tempo de reerguer aquilo que, por diversas circunstâncias, havia sido encerrado, pois “não se pode esconder uma cidade construída sobre o monte” (Mt 5,14), para que se pudesse resplandecer com novo vigor o anúncio do Evangelho “até que Cristo seja tudo em todos” (Cl 3,11).
Por isso, movidos pela caridade de Cristo que nos impulsiona (2Cor 5,14), e desejando que o povo fiel seja novamente fortalecido por sua legítima Igreja Particular, DECIDIMOS E ESTABELECEMOS, por esta Nossa Constituição Apostólica, a plena reabertura e restauração canônica da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, com todos os seus direitos, prerrogativas, dignidades e obrigações próprias das Sés Metropolitanas, conforme os sagrados cânones da Igreja Latina, obtendo para si ainda o privilégio de Primaz.
Assim, esta Sé retomará sua missão de ensinar, santificar e governar o povo de Deus que habita naquele território, “para que todos cheguem à unidade da fé e ao pleno conhecimento do Filho de Deus” (Ef 4,13). Seus limites eclesiásticos permanecem aqueles anteriormente estabelecidos pela Santa Sé Apostólica, até que outra determinação venha a ser promulgada.
Confiamos esta restauração ao amparo materno da Bem-Aventurada Virgem Maria, venerada especialmente sob o título de Nossa Senhora da Glória, e ao patrocínio forte e fiel de São Sebastião, cuja coragem no martírio continue a inspirar todos os fiéis a permanecerem firmes “na esperança que não decepciona” (Rm 5,5).
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Nosso Anel do Pescador, no vigésimo quarto dia do mês de novembro, do Ano Santo da Esperança de dois mil e vinte e cinco, no primeiro de Nosso Pontificado.

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