
Vaticano, 23 de Maio de 2025
Aos Venerados Senhores Cardeais e
aos Irmãos no Episcopado e na Ordem,
paz e bênção do Senhor da Igreja.
Ainda na alegria do tempo pascal, considero um dom particular do Ressuscitado nos reunirmos para o início das celebrações por ocasião do nosso 2° aniversário de fundação. Inúmeras foram as vezes em nossa história em que, atravessando por um mar de trevas e adversidades diabólicas, Cristo Glorioso se manifestou e nos insuflou o seu sopro de vida nova (cf. Gn 2, 7), assim como fez com o Primeiro dos Apóstolos naquela noite tempestuosa.
«Non praevalebunt!», a Igreja está viva e o mal não prevalece; há pastores que, no espírito do Pastor Supremo, guiam o rebanho do Senhor. Realmente é um clero católico, universal, e isto corresponde à essência da Igreja de Roma: ter nela a universalidade, a catolicidade de todos os povos.
Caríssimos irmãos, Gostaria de vos deixar um pensamento simples, um pensamento sobre a Igreja, sobre o seu mistério, que constitui para todos nós — podemos dizer — a razão e a paixão da vida. Deixo-me ajudar por uma expressão de Romano Guardini, escrita precisamente no ano em que os Padres do Concílio Vaticano II aprovavam a Constituição Lumen Gentium. Diz Guardini: A Igreja "não é uma instituição pensada e construída sob um projeto, mas uma realidade viva. Ela vive ao longo do tempo, no futuro, como todos os seres vivos, transformando-se. E no entanto na sua natureza permanece sempre a mesma, e o seu coração é Cristo." A Igreja vive, cresce e desperta nas almas, que — como a Virgem Maria — acolheram a Palavra de Deus e a conceberam por obra do Espírito Santo; oferecem a Deus a própria carne e, precisamente na sua pobreza e humildade, tornam-se capazes de gerar Cristo hoje no mundo. Através da Igreja, o Mistério da Encarnação permanece para sempre presente. Cristo continua a caminhar através dos tempos e em todos os lugares.
Permaneçamos unidos, queridos Irmãos, neste Mistério: na oração, especialmente na Eucaristia quotidiana, e assim servimos a Igreja e a humanidade inteira. Esta é a nossa alegria, que ninguém nos pode tirar, na certeza de que vence o Senhor!
URBANO, PP.
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