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Lady Whistledown’s | Papa Augusto declara guerra aos cardeais: Dicasterios caem, leigos avançam e o Vaticano treme!


Oh, minha distinta audiência, nunca os corredores do Vaticano estiveram tão carregados de suspiros aflitos, passos apressados e murmúrios apocalípticos. Sim, porque Sua Santidade, o Papa Augusto – implacável e, sejamos francos, deliciosamente imprevisível – decidiu derrubar mais um bastião da tradição. O Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos foi, por assim dizer, destituído, sepultado e obliterado do mapa da Santa Sé. E não, meus caros, isso não é o exagero usual desta humilde cronista, mas sim a pura e deslumbrante realidade.

Consta que a medida veio acompanhada de uma carta sigilosa enviada à Cúria Romana, na qual o Santo Padre não poupou palavras. Referiu-se ao dicastério como um “triste exemplo de abandono e desordem”, apontando que os livros litúrgicos estavam envelhecendo como vinho mal conservado – ou seja, um desastre absoluto. Dois prefeitos já haviam sido exonerados em meio... digamos, abaixo da expectativa divina. O pobre órgão, atolado em disputas e ineficiências, foi sentenciado à extinção como quem limpa o pó de uma estola já desbotada.

Mas eis a reviravolta que realmente tirou o sono dos eminentes cardeais: Sua Santidade transferiu todas as responsabilidades litúrgicas ao Gabinete Pontifício. Sim, aquele mesmo, outrora encarregado de tarefas protocolares e cartas de felicitações, agora se vê no comando do que há de mais sagrado no culto da Igreja. E há mais: ao que parece, Sua Santidade considera o gabinete “mais eficiente” do que toda uma estrutura da Cúria Romana. Um elogio? Ou uma facada bem dada? Deixo a interpretação ao vosso critério.  

O DELÍRIO DA CÚRIA

Enquanto os pássaros cantam no Vaticano, os cardeais cochicham – e como cochicham! –, temerosos de que outros dicastérios possam seguir o mesmo destino fatal. O Dicastério para o Clero, o Dicastério para a Educação Católica e até mesmo, vejam só, o Camerlengo estão agora sob escrutínio. Dizem que um cardeal, em um momento de nervosismo extremo, deixou escapar: “Estamos todos na fila para o abate.” Que visão trágica – e ao mesmo tempo deliciosamente dramática.

Não bastasse a insegurança, há outro rumor inquietante: Papa Augusto poderia nomear leigos para cargos de liderança nos dicastérios remanescentes. Oh, imaginem só! Para muitos, isso é tão incomum quanto uma missa em praça pública no meio da madrugada. Para outros, é simplesmente escandaloso. A ideia de um leigo – sem mitra, báculo ou anel cardinalício – dando ordens dentro da Cúria é um pesadelo que assombra as noites de muitos eclesiásticos. Mas, verdade seja dita, os fiéis leigos provavelmente se divertirão bastante assistindo a esta confusão clerical.

O FUTURO? REVOLUÇÃO OU DESTRONAMENTO

Meus estimados leitores, pergunto-vos: como reagir a tal espetáculo? Alguns dizem que o Papa Augusto é um reformador audacioso, disposto a chacoalhar as bases de uma Igreja que considera paralisada. Outros o acusam de ser um tirano litúrgico, destemido em destruir tudo o que lhe parece ultrapassado. Seja como for, o Santo Padre é, sem dúvida, um personagem que não deixará a história passar sem lhe dedicar um capítulo vibrante.

E quanto a nós? Bem, continuemos a assistir, como bons espectadores que somos, a este drama fascinante. Pois, enquanto houver segredos para desvendar, clérigos desesperados e decisões papais que abalam o Vaticano, eu, Lady Whistledown, estarei aqui para relatar tudo – com as palavras mais pontiagudas e a curiosidade mais insaciável. Afinal, no palco da Santa Sé, as cortinas nunca se fecham.