
FOLHETO CELEBRATIVO
ORDENAÇÃO EPISCOPAL
MONSENHOR MURILO PAIVA
PRESIDIDA POR S. EMINÊNCIA
CARD. AGNELO ROSSI
ENTRADA SOLENE
Com paramentos corais, o ordenado portando solidéu (sem barrete) dá-se início na praça do Santuário Mãe de Deus com a Entrada Solene.
Todos reunidos na praça e com a chegada do arcebispo, é proferido o discurso de acolhida pelo Pároco ou membro da comunidade.
Animador: Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Ass: Para sempre seja louvado.
Animador: A Basílica Mãe de Deus se alegra com a ordenação episcopal do Monsenhor Murilo Paiva. Pela oração da Igreja e a imposição das mãos do Cardeal Dom Agnelo Rossi, ele será revestido com a graça sacramental configurando-se apóstolo de Jesus Cristo, assumindo o compromisso de servir o povo de Deus no anúncio da Boa Nova. Peçamos a Deus Pai, por Jesus Cristo, na força do Espírito Santo, que inflame o coração desse nosso irmão com a caridade pastoral, para que seja pastor segundo o coração de Jesus, imitando-o na entrega total à nossa Igreja particular.
Ass: Amém.
Após a saudação do arcebispo ao clero, segue-se a procissão dentro da Basílica, onde o povo de Deus será aspergido. Entoa-se o canto.
Padre Zezinho, SCJ
EU TE PEÇO DESTA ÁGUA QUE TU TENS,
ÉS ÁGUA VIVA, MEU SENHOR!
TENHO SEDE TENHO FOME DE AMOR,
E ACREDITO NESTA FONTE DE ONDE VENS!
VENS DE DEUS, ESTÁS EM DEUS, TAMBÉM ÉS DEUS,
E DEUS CONTIGO FAZ UM SÓ.
EU, PORÉM, QUE VIM DA TERRA E VOLTO AO PÓ,
QUERO VIVER ETERNAMENTE AO LADO TEU.
ÉS ÁGUA VIVA, ÉS VIDA NOVA,
E TODO DIA ME BATIZAS OUTRA VEZ!
ME FAZES RENASCER, ME FAZES REVIVER,
E EU QUERO ÁGUA DESTA FONTE DE ONDE VENS!
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PROCISSÃO DE ENTRADA
Quando tudo estiver preparado, como de costume, realiza-se a procissão até o altar.
Vai à frente o Diácono, que leva o livro dos Evangelhos a ser usado na Missa e na Ordenação.
Seguem-se os outros Diáconos, se houver, os Presbíteros concelebrantes; depois o eleito entre os seus presbíteros assistentes; em seguida os Bispos ordenantes e, finalmente, o Bispo ordenante principal com os Diáconos assistentes um pouco atrás.
Chegando ao altar, feita a devida reverência, todos procuram os seus lugares.
MARCHA DA IGREJA
REUNIDO EM TORNO DOS NOSSOS PASTORES, NÓS IREMOS A TI!
PROFESSANDO TODOS UMA SÓ FÉ, NÓS IREMOS A TI!
ARMADOS COM A FORÇA QUE VEM DO SENHOR, NÓS IREMOS A TI!
SOB O IMPULSO DO ESPÍRITO SANTO, NÓS IREMOS A TI!
IGREJA SANTA, TEMPLO DO SENHOR!
GLÓRIA A TI, IGREJA SANTA, Ó CIDADE DOS CRISTÃOS!
QUE TEUS FILHOS HOJE E SEMPRE, VIVAM TODOS COMO IRMÃOS!
COM NOSSAS IRMÃS E IRMÃOS NOS CLAUSTROS, NÓS IREMOS A TI!
COM NOSSOS IRMÃOS SOFREDORES, NÓS IREMOS A TI!
COM OS PADRES QUE SOBEM AO ALTAR, NÓS IREMOS A TI!
COM OS PADRES QUE PARTEM EM MISSÃO, NÓS IREMOS A TI!
COM CRISTO, ONTEM, HOJE E SEMPRE, NÓS IREMOS A TI!
COM A FORÇA DO ESPÍRITO SANTO, NÓS IREMOS A TI!
SOB A PROTEÇÃO DA VIRGEM MARIA, NÓS IREMOS A TI!
COM O AUXÍLIO DE SÃO PAULO APÓSTOLO, NÓS IREMOS A TI!
Chegando ao altar e feita a devida reverência, o celebrante beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.
Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ass: Amém.
O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres: A paz esteja convosco.
Ass: O amor de Cristo nos uniu.
Segue-se o Ato Penitencial. O sacerdote convida os fiéis à penitência.
Pres: De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós, pecadores.
Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:
Pres: Tende compaixão de nós, Senhor.
Ass: Porque somos pecadores.
Pres: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
Ass: E dai-nos a vossa salvação.
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass: Amém.
ORAÇÃO DA COLETA
Terminado o Ato Penitencial, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo. Então o sacerdote abrindo os braços reza a oração:
Ó Deus, pela generosidade de vossa graça inefável, quereis que o vosso servo, presbítero Murilo Paiva, presida a vossa Igreja de São Paulo, dai-lhe exercer dignamente o múnus episcopal e, por sua palavra e exemplo, governar o povo que lhe confiais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Ao terminar, o povo aclama:
Ass: Amém.
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Os ritos iniciais e a Liturgia da Palavra prosseguem, como de costume, até o Evangelho inclusive.
PRIMEIRA LEITURA
(Is 61, 1-3a)
Pres: A liturgia da palavra nos convoca a refletir sobre a diversidade dos dons e carismas que tem como meta a edificação da Igreja. Atentos, acompanhemos.
O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
O Senhor me ungiu e enviou-me para dar
a boa nova aos humildes e dar-lhes o óleo da alegria.
Leitor: Leitura do Livro do Profeta Isaías.
O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que choram, para reservar e dar aos que sofrem por Sião uma coroa, em vez de cinza, o óleo da alegria, em vez da aflição.
Ao final acrescenta:
Leitor: Palavra do Senhor.
Ass: Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL
Sl 88(89), 21-22.25 e 27
O salmista ou o cantor recita o salmo e o povo o estribilho.
— Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!
— Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado.
— Estará sempre com ele minha mão onipotente, e meu braço poderoso há de ser a sua força.
— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder por meu nome crescerão.
— Ele, então, me invocará: Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!
SEGUNDA LEITURA
(1Pd 5, 1-4)
O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós.
Leitor: Leitura da Primeira Carta de São Pedro.
Caríssimos, exorto aos presbíteros que estão entre vós, eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que será revelada: Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho. Assim, quando aparecer o pastor supremo, recebereis a coroa permanente da glória.
Ao final acrescenta:
Leitor: Palavra do Senhor.
Ass: Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
(Lc 4, 18)
Entoa-se a aclamação ao Santo Evangelho.
ENVIOU-ME A ANUNCIAR AOS POBRES A BOA NOVA!
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!
ENVIOU-ME A ANUNCIAR A LIBERTAÇÃO AOS PRISIONEIROS!
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!
Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
Diác: Amém.
EVANGELHO
(Jo 15, 9-17)
Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi.
O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diác ou Sac: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.
O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác ou Sac: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác ou Sac: Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardares os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
Diác ou Sac: Palavra da Salvação.
Ass: Glória a vós, Senhor.
O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.
Terminada a proclamação, o diácono, com toda reverência, coloca o livro dos evangelhos novamente sobre o altar, onde permanece até o momento de ser colocado sobre a cabeça do Ordinando.
SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO
Animador: Inicia-se, neste momento, o Rito de Ordenação Episcopal, suplicando a descida do Espírito Santo. Estando todos de pé, acompanhemos.
Estando todos de pé, e sem mitra, segundo alguma das fórmulas abaixo, canta-se o Vinde Espírito Santo.
VINDE, Ó SANTO ESPÍRITO CRIADOR
OH, VINDE, ESPÍRITO CRIADOR, AS NOSSAS ALMAS VISITAI
E ENCHEI OS NOSSOS CORAÇÕES COM VOSSOS DONS CELESTIAIS.
VÓS SOIS CHAMADO O INTERCESSOR DO DEUS EXCELSO O DOM SEM PAR,
A FONTE VIVA, O FOGO, O AMOR, A UNÇÃO DIVINA E SALUTAR.
SOIS DOADOR DOS SETE DONS E SOIS PODER NA MÃO DO PAI,
POR ELE PROMETIDO A NÓS, POR NÓS SEUS FEITOS PROCLAMAI.
A NOSSA MENTE ILUMINAI, OS CORAÇÕES ENCHEI DE AMOR,
NOSSA FRAQUEZA ENCORAJAI, QUAL FORÇA ETERNA E PROTETOR.
NOSSO INIMIGO REPELI, E CONCEDEI-NOS VOSSA PAZ;
SE PELA GRAÇA NOS GUIAIS, O MAL DEIXAMOS PARA TRÁS.
AO PAI E AO FILHO SALVADOR POR VÓS POSSAMOS CONHECER.
QUE PROCEDEIS DO SEU AMOR FAZEI-NOS SEMPRE FIRMES CRER.
AMÉM
Em seguida, o bispo ordenante principal e os outros Bispos ordenantes, se for preciso, aproximam-se das cadeiras preparadas para a Ordenação. Todos se assentam.
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APRESENTAÇÃO DOS ELEITOS
O eleito será conduzido por presbíteros até em frente do Bispo ordenante principal, ao qual faz uma reverência.
Um dos presbíteros assistentes fala ao Bispo ordenante principal com estas palavras:
Sac: Reverendíssimo Pai, a Santa Mãe Igreja Católica pede que ordeneis para o Ministério Episcopal o presbítero Murilo Paiva.
Pres: TENDES O MANDATO APOSTÓLICO?
Sac: AQUI O TEMOS!
Pres: Com a anuência do Sumo Pontífice, o Papa Inocêncio II, tomamos conhecimento das letras romanas e procedemos com o rito de ordenação como se pede.
Todos concordam com a eleição do Bispo, dizendo:
Ass: Graças a Deus.
HOMILIA
O Bispo ordenante principal, estando todos sentados, faz a homilia na qual fala ao clero, ao povo e ao eleito sobre o ministério do Bispo, iniciando com base no texto das leituras feitas na Liturgia da Palavra.
Estimado irmão no cardinalato, Dom Gregório Magnus, administrador desta recém-eleita Basílica Papal dedicada à Mãe de Deus.
Estimado irmão na Ordem Seráfica e administrador apostólico desta Província de São Sebastião, Dom Garnacho, em vossa pessoa saúdo todo o santo Povo de Deus aqui reunido.
A Palavra de Deus, hoje, não permite ambiguidades.
Isaías não anuncia um Messias instalado nos palácios, mas um Ungido enviado aos pobres, aos aflitos, aos cativos, aos que perderam a esperança. O Espírito Santo não unge para o conforto, unge para a missão. E toda missão autêntica aproxima a Igreja daqueles que mais sofrem. Por isso, meu irmão Murilo, o episcopado que hoje recebeis não é uma promoção. É um despojamento.
A mitra não vos separa do povo, faz-vos responsável por ele. O báculo não é um cetro, como afirmava Dom Diogo Pinheiro, é um cajado para sustentar os que tropeçam. O anel não simboliza prestígio, recorda-vos um matrimônio irrevogável com este apostolado, sobretudo com os pequenos, os esquecidos e aqueles que nunca terão voz nas grandes assembleias.
São Pedro adverte os pastores: apascenta o rebanho, não como dominadores, mas como testemunhas. Quantas vezes a Igreja no BR perdeu credibilidade justamente quando preferiu o poder ao serviço, o privilégio à simplicidade, os salões às periferias! Quando isso acontece, Cristo deixa de ser reconhecido no meio de nós. Mas também é verdade que o Senhor jamais abandona sua Igreja. Em cada tempo, Ele suscita homens que nos devolvem a coragem do Evangelho.
Conheço-vos desde os tempos de Dom Darmian Rocha. Vi vosso trabalho silencioso, vosso amor pela Igreja, vossa dedicação quando ninguém estava olhando. É isso que sustenta um pastor: não a popularidade, mas a fidelidade cotidiana. Nestes últimos meses estivemos em posições diferentes. Alguns desejaram transformar diferenças em divisões, semear desconfiança, criar inimigos onde existiam apenas irmãos. Fracassaram. Porque a Igreja não é edificada sobre partidos, mas sobre Cristo. E nenhum projeto humano pode ser maior que a comunhão.
Agora vos peço apenas uma única coisa.
Nunca tenhais medo de ser criticado por estar perto demais dos pobres. Porque foi exatamente esse o caminho escolhido por Nosso Senhor. Quando encontrades um presbítero desanimado, sede pai. Quando encontrades um jovem perdido, sede presença. Quando encontrades um pobre, não pergunteis primeiro sua história, oferecei primeiro a vossa mão. Porque nenhuma estrutura salvará a Igreja se ela deixar de amar. Nenhum documento converterá corações se lhe faltar misericórdia. Nenhuma pompa substituirá a força de um pastor que conhece pelo nome aqueles que lhe foram confiados.
O mundo já possui homens suficientes que constroem muros. Deus continua procurando bispos que construam pontes. E termino recordando aquilo que sempre deve inquietar nossa consciência. Enquanto houver uma criança com fome, Cristo continuará com fome. Enquanto houver um trabalhador humilhado, Cristo continuará humilhado. Enquanto houver um negro discriminado, uma mulher violentada, um indígena expulso de sua terra, um migrante rejeitado, Cristo continuará crucificado na carne dos seus filhos.
A Igreja não pode ser espectadora desse sofrimento. Ela deve ser voz quando tentam impor silêncio, deve ser abrigo quando todos expulsam, deve ser esperança quando o mundo só oferece medo. Murilo, sede um bispo de portas abertas, de mãos calejadas, de joelhos dobrados e coração livre. Porque, no fim de nossa caminhada, Cristo não nos perguntará quantos decretos assinamos, quantas honras recebemos ou quantas vestes usamos. Perguntar-nos-á apenas se O reconhecemos nos pequenos, nos pobres e nos últimos.
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PROPÓSITO DOS ELEITOS
Após a homilia, só o eleito se levanta e permanece de pé diante do Bispo ordenante principal, que o interroga com estas palavras:
Animador: Antes de ser ordenado bispo, o eleito deve assumir publicamente as obrigações do ministério que receberá.
Pres: Assim, caríssimos irmãos, quereis desempenhar até a morte a missa que nos foi confiada pelos Apóstolos, e que, por imposição de nossas mãos, vos será transmitida com a graça do Espírito Santo?
Dom Murilo: Quero.
Pres: Quereis anunciar o Evangelho de Cristo com fidelidade e perseverança?
Dom Murilo: Quero.
Pres: Queres conservar em sua pureza e integridade o tesouro da fé, tal como foi recebido dos Apóstolos e transmitido na Igreja, sempre e em toda parte?
Dom Murilo: Quero.
Pres: Quereis edificar a Igreja, corpo de Cristo, e permanecer na sua unidade com o Colégio dos Bispos, sob a autoridade do sucessor do Apóstolo Pedro?
Dom Murilo: Quero.
Pres: Quereis obedecer fielmente ao sucessor do Apóstolo Pedro?
Dom Murilo: Quero.
Press: Quereis orar incessantemente pelo povo de Deus e desempenhar com fidelidade a missão do sumo sacerdócio?
Dom Murilo: Quero, com a graça de Deus.
Pres: Deus, que vos inspirou este bom propósito, vos conduza sempre mais à perfeição.
LADAINHA DE TODOS OS SANTOS
ADAPTADA
Os Bispos tiram a mitra e todos se levantam. O Ordenante principal, de pé, com as mãos postas, voltado para o povo, diz a invocação:
Pres: Oremos, irmãos e irmãs, para que Deus todo-poderoso derrame com largueza a sua graça sobre estes servos, escolhidos para o serviço da Igreja.
O Eleito se prostra e canta-se a ladainha, à qual TODOS respondem.
Todos permanecem de joelhos.
Neste caso, o Diácono diz:
Pres: Ajoelhemo-nos.
E todos se ajoelham.
Segue-se a fórmula abaixo da ladainha adaptada:
— Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.
— Cristo, tende piedade de nós.
Ass: Cristo, tende piedade de nós.
— Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.
— Santa Maria, mãe de Deus,
Ass: Rogai por nós.
— São Miguel e Santos Anjos de Deus,
— São João Batista e São José,
— São Pedro e São Paulo, Santo André e São João,
— São Tomé e São Tiago, São Filipe e São Bartolomeu,
— São Mateus e São Simão, São Tadeu e São Matias,
— Santa Maria Madalena e Santo Estevão, Santo Inácio de Antioquia e São Lourenço,
— Santas Perpetua e Felicidade e Santa Inês, São Gregório e Santo Agostinho
— Santo Atanásio e São Basílio, São Martinho e São Bento,
— São Francisco e São Domingos, São Francisco Xavier e São João Maria Vianney,
— Santa Catarina de Sena e Santa Teresa de Jesus,
— Todos os santos e santas de Deus,
— Sede-nos propício,
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
— Para que nos livreis de todo mal, todo pecado e da morte eterna, pela vossa encarnação, morte e ressurreição,
— Pela efusão do Espírito Santo, apesar de nossos pecados, para que vos digneis conduzir e proteger a vossa Igreja,
— Para que vos digneis conservar no vosso santo serviço o Papa, os Bispos e todo o clero,
— Para que vos digneis abençoar, santificar e consagrar este Eleito,
— Para que vos digneis conceder a todos os povos a paz e a verdadeira concórdia,
— Para que vos digneis manifestar a vossa misericórdia a todos que sofrem tribulações,
— Para que vos digneis conservar-nos e confortar-nos no vosso santo serviço, Jesus, Filho do Deus vivo.
— Cristo, ouvi-nos.
Ass: Cristo, ouvi-nos.
— Cristo, atendei-nos.
Ass: Cristo, atendei-nos.
Terminada a ladainha, só o Bispo se levanta e diz, de mãos estendidas:
Pres: Atendei, ó Pai, as nossas súplicas para que, ao derramardes sobre estes vossos servos a plenitude da graça sacerdotal, desça sobre eles a força da vossa bênção. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.
Se estiverem ajoelhados, o diácono diz:
Diác: Levantai-vos.
E todos se levantam.
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IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E PRECE DE ORDENAÇÃO
Animador: A imposição das mãos seguida pela prece de ordenação, é o momento central de todo o rito. Dom Agnelo Rossi, seguido pelos co-sagrantes Dom Gregório Magnus e Dom Pietro Garnacho e, por fim, todos os bispos, rezaram, um a um, comunicando-lhe o Espírito Santo. Acompanhemos este gesto com profundo silêncio.
Os Eleitos se levantam; aproximam-se do Bispo, que está de pé diante da cátedra, com mitra; e ajoelham-se diante dele.
Em silêncio, o Bispo ordenante principal impõe as mãos sobre a cabeça de cada eleito. Depois dele, os outros Bispos aproximando-se um após o outro, impõem também as mãos ao eleito, em silêncio. Terminada a imposição das mãos, os Bispos permanecem ao lado do Ordenante principal até que termina a Prece de Ordenação, mas de tal modo que sejam vistos por todos os fiéis.
Em seguida, o Bispo ordenante principal recebe do diácono o evangeliário e o coloca aberto sobre a cabeça de cada eleito; dois diáconos, ou dois presbíteros, de pé, um à direita e outro à esquerda do eleito, seguram o evangeliário sobre a cabeça dele até o fim da Prece de Ordenação.
Tendo o Bispo eleito ajoelhado à sua frente, o Bispo ordenante principal, com os outros Bispos ao seu lado, todos sem mitra, e de mãos estendidas, diz a Prece de Ordenação:
Pres: Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda consolação: Vós habitais no mais alto dos céus, e voltais o vosso olhar para os humildes; conheceis todas as coisas antes que aconteçam pela vossa palavra estabelecestes leis na Igreja; e escolhestes desde o principio um povo santo, descendente de Abraão, dando-lhes chefes e sacerdotes, e jamais deixastes sem ministros o vosso santuário, porque, desde o princípio, quisestes ser glorificado em vossos Eleitos.
A parte da Prece de Ordenação que segue é proferida por todos os Bispos ordenantes, de mãos unidas, mas em voz baixa, de modo que a voz do Bispo ordenante principal, possa claramente ser ouvida.
Enviai agora sobre estes eleitos a força que de vós procede, o Espírito Soberano, que destes ao vosso amado Filho, Jesus Cristo, e ele transmitiu aos santos Apóstolos, que fundaram a Igreja por toda a parte, como vosso templo, para glória e perene louvor do vosso nome.
O Bispo ordenante principal, continua sozinho:
Pres: Pela mansidão e pureza de coração, que eles sejam para vós oferenda agradável por vosso Filho, Jesus Cristo. Por ele, ó Pai, recebeis com o Espírito Santo a glória, o poder e a honra na Igreja santa, agora e para sempre.
Ass: Amém.
Terminada a Prece de Ordenação, os Diáconos retiram o evangeliário que seguravam sobre a cabeça do Bispo ordenado, e um deles conserva o evangeliário até que seja entregue ao Ordenado.
Todos sentam-se e o Ordenante principal e os demais Bispos colocam a mitra.
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UNÇÃO DA CABEÇA
E ENTREGA DO LIVRO DOS EVANGELHOS E DAS INSÍGNIAS
Animador: Ungido com o óleo Santo, as mãos do epíscopo oferecerá ao Pai os dons e sacrifícios pelos pecados dos homens. O Senhor as ungir para serem as mãos Dele no mundo!
O Bispo sagrante principal, revestido de gremial branco, recebe de um dos Diáconos o frasco com óleo do Crisma e unge a cabeça do Ordenado, ajoelhado diante dele, dizendo:
Pres: Deus, que te fez participar da plenitude do sacerdócio de Cristo, derrame sobre ti o bálsamo da unção, enriquecendo-te com a bênção da fecundidade espiritual.
Ao terminar a unção, o Bispo ordenante lava as mãos.
O Bispo ordenante principal recebendo do diácono o Evangeliário, entrega-o ao Bispo ordenado, dizendo:
Pres: Recebe o Evangelho e anuncia a palavra de Deus com toda a constância e desejo de ensinar.
Após o Bispo ordenado receber o evangeliário, o entrega ao diácono que o leva a credência ou ao ambão.
O Bispo ordenante principal, põe o anel no dedo anular da mão direita do Bispo ordenado, dizendo:
Pres: Recebe este anel, símbolo da fidelidade; e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja, esposa de Deus.
Em seguida, o Bispo ordenante principal impõe a mitra ao Bispo ordenado, dizendo:
Pres: Recebe a mitra e brilhe em ti o esplendor da santidade, para que quando vier o Príncipe dos pastores, mereças receber a imarcescível coroa da glória.
Por fim, entrega-lhe o báculo pastoral, dizendo:
Pres: Recebe o báculo, símbolo do serviço pastoral, e cuida de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo te constituiu Bispo a fim de apascentares a Igreja de Deus.
Todos se levantam. O Ordenante principal convida-o a ocupar o primeiro lugar entre os Bispos concelebrantes.
Finalmente, tendo deposto o báculo, os Ordenados se levantam e recebem a saudação da paz do Ordenante principal e todos os Bispos.
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OFERTÓRIO
Animador: Junto ao pão e o vinho, no altar do Senhor apresentamos a vida e o ministério dos nossos irmãos, Dom Murilo, que está chegando e Dom Agnelo, que de partida.
Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o missal.
SOBE A JERUSALÉM, VIRGEM OFERENTE SEM IGUAL.
VAI APRESENTA AO PAI TEU MENINO: LUZ QUE CHEGOU NO NATAL.
E, JUNTO À SUA CRUZ, QUANDO DEUS MORRER FICA DE PÉ.
SIM, ELE TE SALVOU, MAS O OFERECESTE POR NÓS COM TODA A FÉ.
NÓS VAMOS RENOVAR ESTE SACRIFÍCIO DE JESUS:
MORTE E RESSURREIÇÃO; VIDA QUE BROTOU DE SUA OFERTA NA CRUZ.
MÃE, VEM NOS ENSINAR A FAZER DA VIDA UMA OBLAÇÃO:
CULTO AGRADÁVEL A DEUS É FAZER A OFERTA DO PRÓPRIO CORAÇÃO.
Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucarística, ou outros dons para o auxílio da comunidade e dos pobres.
se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.
O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.
Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas;
Pres: Sejam de vosso agrado, ó Deus, estas oferendas, que vos apresentamos em favor da vossa Igreja e destes vosso servo, Murilo Paiva, e revesti-o com as virtudes apostólicas para o bem de suas dioceses aqueles que do meio do vosso povo escolhestes para Bispos. Por Cristo, nosso Senhor.
Ao terminar, o povo aclama:
Ass: Amém.
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PREFÁCIO PRÓPRIO
O Sacramento da Ordem
Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres: Corações ao alto.
Ass: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Do coração do vosso Filho Jesus Cristo, eterno sacerdote, servo obediente e pastor dos pastores, brotam todos os ministérios na viva tradição apostólica do vosso povo peregrinante no tempo. Com a variedade de dons e carismas vós escolheis e constituis os dispensadores dos santos mistérios para que, em toda parte, sempre se ofereça o sacrifício perfeito, e com a palavra e os sacramentos se edifique a Igreja, comunidade da nova Aliança, templo do vosso louvor.
Por esse mistério de salvação, unidos aos Anjos e a todos os Santos, entoamos alegres o hino da vossa glória, dizendo a uma só voz:
Ass: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
ORAÇÃO EUCARÍSTICA IV
O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Nós proclamamos vossa grandeza, Pai santo, a sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas. Criastes o ser humano à vossa imagem e lhe confiastes todo o universo para que, servindo somente a vós, seu Criador, cuidasse de toda criatura. E quando pela desobediência perdeu a vossa amizade, não o abandonastes ao poder da morte. A todos, porém, socorrestes com misericórdia, para que, ao procurar-vos, vos encontrassem. Muitas vezes oferecestes aliança à família humana e a instruístes pelos profetas na esperança da salvação.
Ass: A todos socorrestes com bondade!
Pres.: E de tal modo, Pai santo, amastes o mundo que, chegada a plenitude dos tempos, nos enviastes vosso próprio Filho para ser o nosso Salvador. Encarnado pelo poder do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, Jesus viveu em tudo a condição humana, menos o pecado; anunciou aos pobres a salvação, aos oprimidos, a liberdade, aos tristes, a alegria. Para cumprir o vosso plano de amor, entregou-se à morte e, ressuscitando, destruiu a morte e renovou a vida.
Ass: Por amor nos enviastes vosso Filho!
Pres.: E, a fim de não mais vivermos para nós, mas para ele, que por nós morreu e ressuscitou, enviou de vós, ó Pai, como primeiro dom aos vossos fiéis, o Espírito Santo, que continua sua obra no mundo para levar à plenitude toda a santificação.
Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:
Por isso, nós vos pedimos, ó Pai, que o mesmo Espírito Santo santifique estas oferendas,
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e + o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,
Une as mãos
para celebrarmos este grande mistério que ele nos deixou em sinal da eterna aliança.
A assembleia aclama:
Ass: Enviai o vosso Espírito Santo!
O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Quando, pois, chegou a hora em que por vós, ó Pai, ia ser glorificado, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Enquanto ceavam,
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.
Então prossegue:
Pres.: Do mesmo modo,
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
ele tomou em suas mãos o cálice com vinho, deu-vos graças novamente, e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.
Em seguida, diz:
Pres.: Mistério da fé!
A assembleia aclama:
Ass: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando, agora, ó Pai, a memória da nossa redenção, anunciamos a morte de Cristo e sua descida entre os mortos, proclamamos a sua ressurreição e ascensão à vossa direita e, esperando a sua vinda gloriosa, nós vos oferecemos o seu corpo e Sangue, sacrifício do vosso agrado e salvação para o mundo inteiro.
A assembleia aclama:
Ass: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!
Pres.: Olhai, com bondade, a oblação que destes à vossa Igreja e concedei aos que vamos participar do mesmo pão e do mesmo cálice que, reunidos pelo Espírito Santo num só corpo, nos tornemos em Cristo uma oferenda viva para o louvor da vossa glória.
A assembleia aclama:
Ass: O Espírito nos una num só corpo!
Dom Murilo Paiva: E agora, ó Pai, lembrai-vos de todos pelos quais vos oferecemos este sacrifício: o vosso servo o Papa Inocêncio, comigo e os irmãos bispos do mundo inteiro, os presbíteros, os diáconos, e todos os ministros da vossa Igreja, os fiéis que, ao redor deste altar, se unem à nossa oferta, o povo que vos pertence e aqueles que vos procuram de coração sincero.
A assembleia aclama:
Ass: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!
Dom Gregório Magnus: Lembrai-vos também dos que morreram na paz do vosso Cristo e de todos os defuntos dos quais só vós conhecestes a fé.
A assembleia aclama:
Ass: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!
Dom Pietro Garnacho: E a todos nós, vossos filhos e filhas, concedei, ó Pai de bondade, alcançar a herança eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os Apóstolos e todos os Santos, no vosso reino, onde, com todas as criaturas, libertas da corrupção do pecado e da morte, vos glorificaremos
Une as mãos
por Cristo, Senhor nosso, por quem dais ao mundo todo bem e toda graça.
Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama:
Ass: Amém.
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RITO DA COMUNHÃO
Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres: Somos chamados filhos de Deus e realmente o somos, por isso, podemos rezar confiantes:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
126. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.
O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass: O amor de Cristo nos uniu.
FRAÇÃO DO PÃO
Cordeiro de Deus
Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
Enquanto isso, canta-se:
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.
O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres: Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.
O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
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COMUNHÃO
O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.
Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.
Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.
Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.
CANTO
SEU NOME É JESUS CRISTO E PASSA FOME
E GRITA PELA BOCA DOS FAMINTOS
E A GENTE, QUANDO VÊ, PASSA ADIANTE
ÀS VEZES, PRA CHEGAR DEPRESSA À IGREJA
SEU NOME É JESUS CRISTO E ESTÁ SEM CASA
E DORME PELAS BEIRAS DAS CALÇADAS
E A GENTE, QUANDO VÊ, APERTA O PASSO
E DIZ QUE ELE DORMIU EMBRIAGADO
ENTRE NÓS ESTÁ E NÃO O CONHECEMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÓS O DESPREZAMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÃO O CONHECEMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÓS O DESPREZAMOS
SEU NOME É JESUS CRISTO E É ANALFABETO
E VIVE MENDIGANDO UM SUBEMPREGO
E A GENTE, QUANDO VÊ, DIZ: É UM À TOA
MELHOR QUE TRABALHASSE E NÃO PEDISSE
SEU NOME É JESUS CRISTO E ESTÁ BANIDO
DAS RODAS SOCIAIS E DAS IGREJAS
PORQUE D'ELE FIZERAM UM REI POTENTE
ENQUANTO ELE VIVE COMO UM POBRE
ENTRE NÓS ESTÁ E NÃO O CONHECEMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÓS O DESPREZAMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÃO O CONHECEMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÓS O DESPREZAMOS
SEU NOME É JESUS CRISTO E É DIFAMADO
E VIVE NOS IMUNDOS MERETRÍCIOS
MAS MUITOS O EXPULSAM DA CIDADE
COM MEDO DE ESTENDER A MÃO A ELE
SEU NOME É JESUS CRISTO E É TODO HOMEM
QUE VIVE NESTE MUNDO OU QUER VIVER
POIS PRA ELE NÃO EXISTEM MAIS FRONTEIRAS
SÓ QUER FAZER DE NÓS TODOS IRMÃOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÃO O CONHECEMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÓS O DESPREZAMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÃO O CONHECEMOS
ENTRE NÓS ESTÁ E NÓS O DESPREZAMOS
Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.
O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.
DEPOIS DA COMUNHÃO
De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Ó Deus, pela força da Eucaristia, derramai sobre o Arcebispo Murilo Paiva os dons de vossa graça, para que desempenhe dignamente seu ministério pastoral, e, servindo com fidelidade, alcance a recompensa eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Ao terminar, o povo aclama:
Ass: Amém.
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BENÇÃO SOLENE
O Bispo que presidiu a Liturgia eucarística dá a bênção. Abrindo os braços, saúda o povo:
Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.
O diácono diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.
Se o Ordenante principal der a bênção, de mãos estendidas sobre os Ordenandos e o povo, diz:
Pres: Que Deus vos abençoe e vos guarde, e assim como vos fez pontífice do vosso povo, conceda-vos serem felizes nesta vida e participar da eterna felicidade.
Ass: Amém.
Pres: Conceda-vos governar com êxito, por muitos anos, com sua graça e tua solicitude, o clero e o povo que ele reuniu.
Ass: Amém.
Pres: Obedecendo aos preceitos divinos, livres de todas adversidades e enriquecidos de todos os bens, e seguindo a vossa orientação, gozem de paz neste mundo e mereçam reunir-se convosco na comunidade dos santos.
Ass: Amém.
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai + e Filho + e Espírito + Santo.
Ass: Amém.
Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass: Graças a Deus.
Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.
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TE DEUM
O eleito saúda e abençoa o teu povo, enquanto isto, entoa-se o Te Deum.
A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS,
A VÓS, SENHOR, CANTAMOS.
A VÓS, ETERNO PAI,
ADORA TODA A TERRA.
A VÓS CANTAM OS ANJOS,
OS CÉUS E SEUS PODERES:
SOIS SANTO, SANTO, SANTO,
SENHOR, DEUS DO UNIVERSO!
PROCLAMAM CÉUS E TERRA
A VOSSA IMENSA GLÓRIA.
A VÓS CELEBRA O CORO
GLORIOSO DOS APÓSTOLOS.
LOUVA-VOS DOS PROFETAS
A NOBRE MULTIDÃO
E O LUMINOSO EXÉRCITO
DOS VOSSOS SANTOS MÁRTIRES.
A VÓS POR TODA A TERRA
PROCLAMA A SANTA IGREJA,
Ó PAI ONIPOTENTE,
DE IMENSA MAJESTADE.
E ADORA JUNTAMENTE
O VOSSO FILHO ÚNICO,
DEUS VIVO E VERDADEIRO,
E AO VOSSO SANTO ESPÍRITO.
Ó CRISTO, REI DA GLÓRIA,
DO PAI ETERNO FILHO,
NASCESTES DUMA VIRGEM,
A FIM DE NOS SALVAR.
SOFRENDO VÓS A MORTE,
DA MORTE TRIUNFASTES,
ABRINDO AOS QUE TÊM FÉ
DOS CÉUS O REINO ETERNO.
SENTASTES À DIREITA DE DEUS,
DO PAI NA GLÓRIA.
NÓS CREMOS QUE DE NOVO
VIREIS COMO JUIZ.
PORTANTO, VOS PEDIMOS:
SALVAI OS VOSSOS SERVOS,
QUE VÓS, SENHOR, REMISTES
COM SANGUE PRECIOSO.
FAZEI-NOS SER CONTADOS,
SENHOR, VOS SUPLICAMOS,
EM MEIO A VOSSOS SANTOS
NA VOSSA ETERNA GLÓRIA.
(A PARTE QUE SEGUE PODE SER
OMITIDA, SE FOR OPORTUNO.)
SALVAI O VOSSO POVO.
SENHOR, ABENÇOAI-O.
REGEI-NOS E GUARDAI-NOS
ATÉ A VIDA ETERNA.
SENHOR, EM CADA DIA,
FIÉIS, VOS BENDIZEMOS,
LOUVAMOS VOSSO NOME
AGORA E PELOS SÉCULOS.
DIGNAI-VOS, NESTE DIA,
GUARDAR-NOS DO PECADO.
SENHOR, TENDE PIEDADE
DE NÓS, QUE A VÓS CLAMAMOS.
QUE DESÇA SOBRE NÓS,
SENHOR, A VOSSA GRAÇA,
PORQUE EM VÓS PUSEMOS
A NOSSA CONFIANÇA.
FAZEI QUE EU, PARA SEMPRE,
NÃO SEJA ENVERGONHADO:
EM VÓS, SENHOR, CONFIO,
SOIS VÓS MINHA ESPERANÇA
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