Bula de Nomeação Episcopal | Frei João Santana


Fotografia do documento original, assinado pelo Papa Bento III
e enviado ao Frei João Santana



BENEDICTVS, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI

AD PERPETUAM REI MEMORIAM

Ao venerável filho, Frei João Santana, até o presente legitimamente adscrito ao clero da Arquidiocese de São Paulo, constituído Bispo Auxiliar da mesma Igreja Particular. 

Saúde, paz e a Nossa Bênção Apostólica.

A Cidade Eterna, santificada pelo testemunho dos Bem-aventurados Apóstolos e engrandecida pela púrpura gloriosa dos mártires, permanece, no decurso dos tempos, não somente como o sinal visível da unidade católica, mas igualmente como o centro vivificante da Igreja espalhada pelo orbe, de onde irradiam, como de fonte perene, o esplendor da verdade, o ardor da caridade e a reta ordem da disciplina eclesiástica. Sobre esta Sé de Pedro, firmada pelo próprio Cristo Senhor como fundamento do edifício espiritual da salvação, recai sobre o Romano Pontífice o suave e gravíssimo encargo de apascentar, com justiça, prudência e misericórdia, o rebanho de Deus confiado à sua solicitude. E porque tão excelsa missão não pode ser exercida isoladamente, convém que sejam associados ao cuidado desta amada Igreja Particular homens provados na virtude, cuja vida manifeste a imagem do Supremo Pastor e reflita, com pureza de coração, a claridade do Senhor.

Por isso, movidos por espírito de oração e discernimento, dirigimos o Nosso olhar para ti, dileto filho, Frei João Santana, cuja trajetória sacerdotal se distinguiu, perante esta Sé Apostólica, por singular integridade de costumes, fervor litúrgico digno de louvor, sólida formação eclesiástica e profunda piedade interior, semelhante àquela chama escondida no santuário que jamais se extingue diante do altar do Altíssimo. O ministério que exerceste junto à Cátedra de Pedro, marcado por diligente fidelidade às tradições sagradas da Igreja e por sincero amor ao seu augusto Mistério, revelou não apenas obediência externa, mas adesão íntima e constante ao que é santo, imutável e verdadeiro. Como ouro depurado repetidas vezes no fogo, assim a tua alma se mostrou firme na serenidade e na tribulação, adornada pela sabedoria que nasce do temor do Senhor.

Tendo acolhido atentamente o parecer do Dicastério para os Bispos e discernido, à luz do Espírito Santo, os desígnios da Providência, NÓS TE NOMEAMOS Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, atribuindo-te simultaneamente o título da Igreja titular de Fico. Este ato não exprime apenas a Nossa confiança pessoal, mas constitui também reconhecimento eclesial da tua conformidade interior com o sacerdócio de Cristo, sobretudo em sua dimensão sacrificial, discreta e fecunda. A participação no ministério que ora te confiamos não representa dignidade meramente honorífica, mas verdadeiro serviço de oblação, que deverá ser oferecido continuamente ao Senhor com mãos puras e coração íntegro.

Receberás, no tempo determinado e segundo as prescrições dos sagrados cânones, a plenitude do sacramento da Ordem, professando com espírito indiviso a fé católica e prestando o juramento de fidelidade a Nós e aos Nossos legítimos Sucessores, sinal visível e irrevogável da tua comunhão com a Sé Apostólica. Investido da plenitude do sacerdócio, serás chamado a santificar o povo cristão pelos santos mistérios, a anunciar a Palavra com autoridade apostólica e a governar com a mansidão e firmeza de Cristo, Rei e Pastor das almas. A Igreja de São Paulo, enriquecida por tão venerável tradição de fé, acolherá o teu ministério como precioso auxílio para a edificação do Corpo de Cristo.

Invocamos sobre ti a proteção da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os mártires e confessores que glorificaram a Deus com sua vida e testemunho, para que o teu ministério seja como incenso agradável que sobe ao céu, como vinho que fortalece o coração dos fiéis e como pão repartido para sustento do povo peregrino. E, como penhor de abundantes graças celestes, de comunhão inquebrantável com esta Sé Apostólica e de auxílio divino para a missão que o Espírito Santo te confia, concedemos-te, com afeto paterno e benevolência apostólica, a Nossa Bênção Apostólica.

Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Nosso Anel do Pescador, no trigésimo primeiro dia do mês de julho, do Ano Santo Mariano de dois mil e vinte e seis, no primeiro de Nosso Pontificado.