Prefeitura da Casa Pontifícia
Neste momento de dor, o Santo Padre deseja expressar a Sua Majestade sentimentos de fraterna proximidade e solidariedade cristã, recordando com estima a história multissecular que une a Sé Apostólica à Nação Portuguesa, marcada por laços de fé, missão e testemunho evangélico. A partida de um Príncipe, herdeiro de uma tradição que se entrelaça com a própria identidade espiritual de Portugal, constitui motivo de profunda tristeza, mas também ocasião de renovar a esperança que brota da fé na Ressurreição.
Sua Santidade eleva fervorosas preces ao Senhor da Vida para que acolha Sua Alteza Real, o Príncipe Dom Cláudio Luís, na morada eterna preparada para os justos, recompensando-o com a luz perpétua e a paz prometida aos que confiam na misericórdia divina. Ao mesmo tempo, implora ao Espírito Consolador que sustente Sua Majestade e todos os membros da Família Real neste tempo de provação, concedendo-lhes serenidade, fortaleza e o consolo que nasce da certeza de que a morte não tem a última palavra.
O Santo Padre assegura ainda que recordará o saudoso Príncipe no Santo Sacrifício da Missa, pedindo que a esperança cristã ilumine os corações entristecidos e fortaleça os vínculos de unidade e fé que sustentam o povo português em sua história.
Confiando à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, venerada com singular devoção em terras lusitanas, a alma do Príncipe Dom Cláudio Luís e o consolo de seus familiares, Sua Santidade invoca sobre Sua Majestade, sobre a Casa Real e sobre toda a Nação Portuguesa a abundância das bênçãos divinas, penhor de paz e esperança.
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Emitido no Palácio Apostólico, na sede da Prefeitura da Casa Pontifícia, aos vinte e seis dias do mês de fevereiro do Ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, segundo ano do Pontificado de Sua Santidade, o Papa Bento II.


