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GIORNALE QUOTIDIANO • POLITICO RELIGIOSO
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Città del Vaticano | Edizione Speciale | 01 Gennaio 2026
O PODEROSO CARDEAL GIACOMO SFORZA
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UMA SÍNTESE DO SEU PODER
CIDADE DO VATICANO — Na série de reportagens “Os homens por trás do Papa”, L’Osservatore Romano dedica atenção à trajetória do cardeal italiano Giacomo Sforza, atual Patrono da Soberana Ordem Militar de Malta e antigo Camerlengo da Câmara Apostólica. Com uma carreira marcada por cargos de elevada responsabilidade, Sforza é frequentemente citado por observadores como um dos nomes centrais da chamada “velha guarda do Vaticano”, expressão utilizada para designar setores mais antigos e conservadores da Cúria Romana.
Antecessor do cardeal Pietro Rovere na Câmara Apostólica, Giacomo Sforza também exerceu o cargo de Secretário de Estado do Vaticano entre 2006 e 2013, período considerado o ponto culminante de sua influência institucional. Sua passagem pela Secretaria de Estado coincidiu com acontecimentos relevantes no cenário eclesial e internacional, incluindo momentos de forte tensão interna, debates sobre governança e episódios envolvendo o Instituto para as Obras de Religião (IOR), que geraram críticas e controvérsias.
Figura polarizadora dentro da administração central da Igreja, Sforza é alvo de avaliações contrastantes. Setores reformistas, parte dos moderados e grupos progressistas tendem a vê-lo de forma crítica, associando-o a uma linha mais rígida de condução política e institucional. Em contrapartida, é amplamente respeitado e apoiado por cardeais conservadores, tradicionalistas e por outra parcela do campo moderado, que destacam sua capacidade estratégica, firmeza administrativa e profundo conhecimento das estruturas da Santa Sé.
Segundo analistas, Giacomo Sforza apresenta um perfil claramente conservador, sendo frequentemente apontado como um dos possíveis mentores e estrategistas da “velha guarda do Vaticano”. Para alguns observadores, ele figura inclusive como um de seus membros mais influentes, capaz de articular consensos e orientar decisões nos bastidores da política vaticana.
Paralelamente às controvérsias, sua atuação à frente da Ordem de Malta é avaliada de forma positiva por diferentes fontes. Sforza é creditado como um dos principais responsáveis pelo fortalecimento institucional e pelo reavivamento do protagonismo da Ordem nos últimos anos, tanto no plano diplomático quanto no humanitário.
De acordo com fontes ligadas à Cúria Romana, o cardeal permanece ativo e atento aos movimentos internos da Igreja, mantendo significativo capital político e influência informal. Giacomo Sforza ainda continua sendo considerado uma figura de peso no equilíbrio de forças que moldam a vida institucional do Vaticano.




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