BENEDICTUS, PAPAM
PONTIFEX MAXIMUS
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
A todos aqueles que lerem estas letras, saúdo-vos com paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo, e concedo-vos minha Benção Apostólica.
Sobre o Monte Santo (Sl 2,6), assim proclama o Salmista ao contemplar o desígnio eterno de Deus que, na plenitude dos tempos, quis edificar a sua Igreja como cidade colocada sobre o monte, visível às nações e fecunda em frutos de salvação (cf. Mt 5,14). Com efeito, o Verbo feito carne, Pastor e Bispo das nossas almas (cf. 1Pd 2,25), não cessa de conduzir o seu rebanho pelos caminhos da história, suscitando, segundo a diversidade dos tempos e dos lugares, estruturas pastorais adequadas para que o Evangelho ressoe com clareza, a liturgia floresça em dignidade e a caridade se difunda como perfume suave diante de Deus (cf. 2Cor 2,15).
Desde os primórdios da fé cristã nas terras lusitanas, a cidade de Braga resplandeceu como lâmpada colocada no candelabro (cf. Lc 8,16), irradiando doutrina. A sua Igreja particular, enriquecida pelo testemunho dos mártires, pela sapiente obra dos pastores e pela piedade do povo fiel, foi ao longo dos séculos verdadeira mãe e mestra para as comunidades vizinhas, guardando com zelo o depósito da fé (cf. 1Tm 6,20) e promovendo a unidade do Corpo de Cristo (cf. Ef 4,3–6).
Considerando, pois, a maturidade das instituições pastorais, nominalmente pela Nunciatura Apostólica para Portugal, e a necessidade de uma coordenação mais eficaz da ação evangelizadora e o bem espiritual dos fiéis confiados ao nosso cuidado apostólico (cf. Jo 21,15–17), após ilustre presença de Sua Majestade Fidelíssima, o Rei Luis I de Bragança, de ter analisado com profundidade a solicitação apresentada por Nosso núncio naquelas terras e oferecido preces inefáveis ao Criador, julgámos oportuno proceder a uma nova ordenação canônica daquela Sé.
Desde os primórdios da fé cristã nas terras lusitanas, a cidade de Braga resplandeceu como lâmpada colocada no candelabro (cf. Lc 8,16), irradiando doutrina. A sua Igreja particular, enriquecida pelo testemunho dos mártires, pela sapiente obra dos pastores e pela piedade do povo fiel, foi ao longo dos séculos verdadeira mãe e mestra para as comunidades vizinhas, guardando com zelo o depósito da fé (cf. 1Tm 6,20) e promovendo a unidade do Corpo de Cristo (cf. Ef 4,3–6).
Considerando, pois, a maturidade das instituições pastorais, nominalmente pela Nunciatura Apostólica para Portugal, e a necessidade de uma coordenação mais eficaz da ação evangelizadora e o bem espiritual dos fiéis confiados ao nosso cuidado apostólico (cf. Jo 21,15–17), após ilustre presença de Sua Majestade Fidelíssima, o Rei Luis I de Bragança, de ter analisado com profundidade a solicitação apresentada por Nosso núncio naquelas terras e oferecido preces inefáveis ao Criador, julgámos oportuno proceder a uma nova ordenação canônica daquela Sé.
Por isso, com a plenitude da autoridade apostólica que nos foi confiada, CONSTITUÍMOS por estas Nossas Letras, a Igreja de Braga como ARQUIDIOCESE METROPOLITANA, dotando-a dos direitos, honras e prerrogativas que o direito canônico atribui às sedes metropolitanas, para que, em comunhão hierárquica com a Sé Apostólica, possa exercer com renovado vigor a missão de presidir na caridade.
Confiamos ao Arcebispo Metropolitano de Braga, que no momento oportuno será por Nós nomeado, o ofício de promover, com espírito de serviço e segundo a forma da diaconia evangélica (cf. Mc 10,43–45), a reta disciplina, a colaboração pastoral e o anúncio íntegro da Palavra, recordando que «nem quem planta nem quem rega é alguma coisa, mas Deus que dá o crescimento (1Cor 3,7).
Exortamos os bispos, presbíteros e diáconos que serão incardinados nesta circunscrição, e todos fiéis leigos desta Arquidiocese Metropolitana a perseverarem na fé recebida, a cultivarem a beleza da liturgia, a aprofundarem a inteligência do mistério cristão e a testemunharem, na vida pública e privada, a esperança que não engana (cf. Rm 5,5), para que Braga continue a ser sinal luminoso do Reino que vem.
Confiamos esta Sé Metropolitana de Braga ao amparo materno da Bem-Aventurada Virgem Maria, venerada com filial devoção sob o título da Imaculada Conceição, excelsa Padroeira de Portugal, para que Aquela que o Altíssimo cumulou de graça desde o primeiro instante da sua existência (cf. Lc 1,28) vele por esta Igreja particular, guardando-a na pureza da fé e na fidelidade ao Evangelho. Confiamos-a igualmente ao patrocínio glorioso de São Martinho de Dume, mestre da fé e restaurador da disciplina cristã nestas terras, e de São Geraldo de Braga, zeloso pastor segundo o coração de Deus (cf. Jr 3,15), para que, por sua intercessão, clero e fiéis perseverem firmes, “arraigados e edificados em Cristo, confirmados na fé” (Cl 2,7), até alcançarem a plenitude da vida eterna.
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o Nosso Anel do Pescador, no vigésimo quarto dia do mês de janeiro do Ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, segundo de Nosso Pontificado.


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