LIBELLUS CELEBRATIVUS
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CIDADE ESTADO DO VATICANO
PASSIONIS DOMINI
CELEBRATIO PRAESIDETUR A
VRBANVS PAPAM
Capella Sixtinum, Vaticanum
18.IV.2025
LITURGIA VERBI
PRIMA LECTIO
Lectio libri Prophetae Isaiae
Ei-lo, o meu Servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo - tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano -, do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo, foi golpeado até morrer. Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal, nem se encontrou falsidade em suas palavras. O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o Justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.
Verbum Domini
Ass: Deo gratias.
PSALMS
— Pater, in manus tuas commendo spiritum meum.
— Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
— Tornei-me o opróbrio do inimigo, o desprezo e zombaria dos vizinhos, e objeto de pavor para os amigos; fogem de mim os que me veem pela rua. Os corações me esqueceram como um morto, e tornei-me como um vaso espedaçado.
— A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!
— Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos confiais
SECUNDA LECTIO
Lectio Epistulae ad Hebraeos.
Irmãos: Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e suplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
Verbum Domini
Ass: Deo gratias.
ACCLAMATIO
Laus et honor tibi, Domine Iesu.
Christus Iesus factus est oboediens usque ad mortem,
mortem autem crucis.
Propter quod et Deus illum exaltavit, et dedit illi nomen,
quod est super omne nomen.
PASSIONIS
Ad: Praefectus Pontificalis Domus, Dominus Aldus Vittorium Mariae Episcopus Fisichella
Rv: Regens Pontificalis Domus, Dominus Petrus Iosephum Episcopus Rovere
Pp: Pontifice Maximus
Ass: Congregatio Hominum
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Ad: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.
Ass: “A Jesus, o Nazareno”.
Ad: Ele disse:
Pp: “Sou eu”.
Ass: “A Jesus, o Nazareno”.
Ad: Jesus respondeu:
Pp:“Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Ad: Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
Pp: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.
Naquele tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
Pp: “A quem procurais?”
Ad: Responderam:Ass: “A Jesus, o Nazareno”.
Ad: Ele disse:
Pp: “Sou eu”.
Ad: Judas, o traidor, estava junto com eles. Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. De novo lhes perguntou:
Pp: "A quem procurais?”
Ad: Eles responderam:Ass: “A Jesus, o Nazareno”.
Ad: Jesus respondeu:
Pp:“Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Ad: Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
Pp: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.
Ad: Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. Então Jesus disse a Pedro:
Pp: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Ad: Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
Rv: “É preferível que um só morra pelo povo”.
Rv: “Não”.
Pp: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Rv: “Não!”
Ass: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Ad: Pilatos disse:
Rv: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Ad: Os judeus lhe responderam:
Ass: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
Pp: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Ad: Pilatos falou:
Rv: “Então, tu és rei?”
Ad: Jesus respondeu:
Rv: “O que é a verdade?”
Ad: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Ass: “Este não, mas Barrabás!”
Ad: E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Ad: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
Ass: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Ad: Pilatos respondeu:
Rv: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Ad: Os judeus responderam:
Ad: Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:
Rv: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
Ad: Jesus respondeu:
Pp: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.
Ad: Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
Ad: Eles, porém, gritavam:
Ass: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
Ad: Pilatos disse:
Rv: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Ad: Os sumos sacerdotes responderam:
Ass: “Não temos outro rei senão César”.
Ad: Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
Ass: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.
Ad: Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. A criada que guardava a porta disse a Pedro:
Rv: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”
Ad: Ele respondeu:Rv: “Não”.
Ad: Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. Jesus lhe respondeu:
Pp: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.
Ad: Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Rv: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”
Ad: Respondeu-lhe Jesus:Pp: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Ad: Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Rv: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”
Ad: Pedro negou:Rv: “Não!”
Ad: Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Rv: “Será que não te vi no jardim com ele?”
Ad: Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Rv: “Que acusação apresentais contra este homem?”
Ad: Eles responderam:Ass: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Ad: Pilatos disse:
Rv: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Ad: Os judeus lhe responderam:
Ass: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
Ad: Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Rv: “Tu és o rei dos judeus?”
Ad: Jesus respondeu:Pp: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Ad: Pilatos falou:
Rv: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.
Ad: Jesus respondeu:
Pp: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Ad: Pilatos disse a Jesus:Rv: “Então, tu és rei?”
Ad: Jesus respondeu:
Pp: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Ad: Pilatos disse a Jesus:Rv: “O que é a verdade?”
Ad: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Rv: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
Ad: Então, começaram a gritar de novo:Ass: “Este não, mas Barrabás!”
Ad: Barrabás era um bandido. Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, aproximavam-se dele e diziam:
Ass: “Viva o rei dos judeus!”Ad: E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Rv: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.
Ad: Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Rv: "Eis o homem!”Ad: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
Ass: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Ad: Pilatos respondeu:
Rv: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Ad: Os judeus responderam:
Ass: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.
Ad: Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Rv: “De onde és tu?”Ad: Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:
Rv: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
Ad: Jesus respondeu:
Pp: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.
Ad: Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
Ass: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.
Ad: Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Rv: “Eis o vosso rei!”Ad: Eles, porém, gritavam:
Ass: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
Ad: Pilatos disse:
Rv: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Ad: Os sumos sacerdotes responderam:
Ass: “Não temos outro rei senão César”.
Ad: Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:
Ass: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.
Ad: Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Rv: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.
Ad: Pilatos respondeu:
Rv: “O que escrevi, está escrito”.
Ad: Pilatos respondeu:
Rv: “O que escrevi, está escrito”.
Ad: Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. Disseram então entre si:
Rv: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.
Ad: Assim se cumpria a Escritura que diz:
Ad: Assim se cumpria a Escritura que diz:
Ass: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Ad: Assim procederam os soldados. Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
Pp: “Mulher, este é o teu filho”.
Ad: Depois disse ao discípulo:
Pp: “Esta é a tua mãe”.
Ad: Depois disse ao discípulo:
Pp: “Esta é a tua mãe”.
Ad: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
Pp: “Tenho sede”.
Ad: Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:
Pp: “Tudo está consumado”.
Ad: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. Omnes genuflectere debent.
Ad: Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
HOMELIA
ORATIO UNIVERSALIS
I. PRO SANCTA ECCLESIAE
CARD. Ozolins: Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e tranquila, para sua própria glória.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, qui gloriam tuam omnibus gentibus in Christo revelasti, custodi opera misericordiae tuae; ut Ecclesia tua, toto orbe diffusa, stabili fide perseveret in confessione tui nominis. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
II. PRO PAPA NOSTRO
CARD. Ozolins: Oremos pelo nosso santo Padre, o Papa Urbano, para que Deus nosso Senhor, que o escolheu para o Episcopado, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja, para governar o povo santo de Deus.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, cuius sapientia omnia fundantur, propitius respice preces nostras, et electum tuum in ordine episcopatus, et ego, Servus Servorum Dei, , tua pietate me conserva; ut plebs christiana, quae te gubernatur, sub ipso pontifice, fidei proficiat meritis me. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
III. PRO OMNIBUS ORDINIBUS ECCLESIAE
CARD. Ozolins: Oremos por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, cuius Spiritu totum corpus Ecclesiae sanctificatur et regitur, preces nostras, quas tibi pro ministris tuis offerimus, clementer exaudi; ut gratiae tuae munere, omnes tibi fideliter serviant. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
IV. PRO CATECHUMENIS
CARD. Ozolins: Oremos pelos catecúmenos: que o Senhor nosso Deus abra os ouvidos dos seus corações e a porta da misericórdia, para que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus, nosso Senhor.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, qui Ecclesiam tuam semper novis fœtificas filiis, auge fidem et intellectum catechumenis nostris; ut, renati fonte baptismatis, adoptionis tuae filiis aggregentur. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
V. PRO UNITATE CHRISTIANORUM
CARD. Ozolins: Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que creem no Cristo, para que nosso Deus e Senhor se digne reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a verdade.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, qui dispersa congregas et congregata conservas, respice propitius gregem Filii tui; ut, quos unum baptisma sanctificavit, eos etiam in vera fidei et caritatis integritate socies. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
VI. PRO IUDAEIS
CARD. Bellini: Oremos pelos Judeus, aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, para que lhes conceda crescer na fidelidade de sua aliança e no amor do seu nome.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, qui promissiones tuas Abrahae et semini eius contulisti, preces Ecclesiae tuae clementer exaudi; ut populus acquisitionis prioris ad redemptionis tuae plenitudinem perveniat. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
VII. PRO QUI IN CHRISTUM NON CREDUNT
CARD. Bellini: Oremos pelos que não creem em Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também eles ingressar no caminho da salvação.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, da iis qui in Christum non credunt, ut, sincero corde ambulantes coram te, veritatem inveniant; et nos, mutua caritate in tua vita mysterio ferventius participes, in mundo testes tuae bonitatis simus. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
VIII. PRO QUI IN DEUM NON CREDUNT
CARD. Bellini: Oremos pelos que não reconhecem a Deus, para que, buscando de coração sincero o que é reto, mereçam chegar ao Deus verdadeiro.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, tu es creator omnium hominum, et in cordibus eorum desiderium tui posuisti, ut, te quaerentes, tantum in te requiem inveniant: præsta, quaesumus, ut inter mundi huius difficultates, signis tuae bonitatis agnitis, atque testimonio bonorum operum eorum qui in te credunt perspectis, laeti confiteantur te esse solum Deum verum et Patrem universorum. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
IX. PRO GUBRERNANTIBUS
CARD. Bellini: Oremos por todos os governantes: que Deus nosso Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o espírito e o coração para a verdadeira paz e liberdade de todos.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, qui corda hominum et iura gentium in manu tua tenes, respice benignus super eos qui nos regunt; ut, tua gratia mediante, ubique terrarum prosperitas populorum, securitas pacis et libertas religionis stabiliantur. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
X. PRO OMNIBUS TRIBULATIONIBUS AFFECTIS
CARD. Bellini: Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso, para que livre o mundo de todo erro, expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos viajantes, repatrie os exilados, dê saúde aos doentes e a salvação aos que agonizam.
Pres: Deus aeternus et omnipotens, solatium afflictorum et robur laborantium, preces ad te dirigimus pro omni tribulatione laborantibus: ut, quaecumque sit eorum afflictio, tuae misericordiae solacium sentiant, et in necessitatibus suis tua protectione gaudeant. Per Christum Dominum nostrum.
Ass: Amen.
ADORATIO ET PRAESENTATIO
SANCTAE CRUCIS
Diác.: Ecce lignum Crucis, in quo salus mundi pependit!
Ass: Venite, adorémus!
ANTIPHONA
Fidelis lignum sanctae Crucis, o arbor sine pari.
Quae silva alium lignum producit, quod in se fructum aequalem ferat?
Quam dulcem pondus portat O lignum caeleste!
Fidelis lignum sanctae Crucis, O arbor sine pari!
Quae silva alium lignum producit, quod in se fructum aequalem ferat?
Quam dulcem pondus portat O lignum caeleste!
Fidelis lignum sanctae Crucis, O arbor sine pari!
I.
Cantet ora mea pugnam
Quae super crucem exorta est;
Cantet nobilem triumphum
Quod in ligno adeptus est
Redemptor universi,
Cum pro nobis immolatus est.
Quae super crucem exorta est;
Cantet nobilem triumphum
Quod in ligno adeptus est
Redemptor universi,
Cum pro nobis immolatus est.
II.
Creatorem misertum fuit
De prima stirpe hominum,
Quod fuit vulneratum morte,
Comedendo fructum fatalem,
Et statuit aliam arborem,
Ut nos a malis curaret.
III.
Ista lex exigebatur
In opere salutis:
Cedit hostis in laqueum
Suae ipsius inventionis.
De proprio ligno mortis
Deus fecit nasci redemptionem.
IV.
In plenitudine temporum,
Hora sancta venit
Et a Patre missus,
Natus est auctor mundi;
Et ex Virgine in utero
Nostra carnem accepit.
V.
Sex annos evolutis,
Missionem suam perfecit.
Solum pro ea natus,
Libere se tradit Passioni.
In cruce elevatur Agnus,
Ut perfecta oblatio.
VI.
Gloria et potestas Trinitati.
Patri et Filio laus.
Honorem Spiritui Sancto.
Aeterna gloria Domino,
Qui nos servavit gratia
Et nos in amore congregavit.
RITUS COMMUNIONIS
Pres: Praecéptis salutáribus móniti, et divína institutióne formáti, audémus dícere:
Ass: Pater noster, qui es in caelis: sanctificétur nomen tuum; advéniat regnum tuum; fiat volúntas tua, sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum cotidiánum da nobis hódie; et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris; et ne nos indúcas in tentatiónem; sed líbera nos a malo.
Pres: Libera nos, quaesumus, Domine, ab omnibus malis, da propitius pacem in diebus nostris, ut, ope misericordiae tuae adiuti, et a peccato simus semper liberi et ab omni perturbatione securi: exspectantes beatam spem et adventum Salvatoris nostri Iesu Christi.
Ass: Quia tuum est regnum, et potestas, et gloria in saecula.
Pres: Ecce Agnus Dei, ecce qui tollit peccata mundi. Beati qui ad cenam Agni vocati sunt.
Ass: Domine, non sum dignus ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.
ORATIO
Pres: Oremus. Deus aeternus et omnipotens, qui nos per sanctam mortem et resurrectionem Christi tui renovasti, conserva in nobis opus misericordiae tuae, ut, per participationem in hoc mysterio, vitam nostram semper tibi consecremus. Per Christum, Dominum nostrum.
Ass: Amen.
BENEDICTIO
Pres: Benedictio vestra, Domine, super populum vestrum copiose descendat, qui mortem Filii vestri modo celebravit in spe resurrectionis eius. Veniet venia vestra, datur consolatio vestra, crescat vera fides et confirmetur redemptio aeterna. Per Christum, Dominum nostrum.
Ass: Amen.

AGENDA PAPAL