L'Osservatore Romano | A Cúria de Urbano dividida por Scola e Ludone



GIORNALE QUOTIDIANO • POLITICO RELIGIOSO

Città del Vaticano | Edizione del 23 februarii 2025

COLUNA SEMANAL
POLÍTICO-RELIGIOSA


CIDADE DO VATICANO - A dualidade de opiniões entre os proeminentes cardeais Ludone e Scola é conhecida nos corredores do Vaticano, mas tomou novas dimensões desde os preparativos para a eleição do novo Decano, ocorrida na última quinta-feira (19). O eleito foi o Cardeal Scola, até então Prefeito para a Doutrina da Fé. Seu principal apoiador foi o vice-Decano, Cardeal Carlo Maria Mancini. 

Segundo a imprensa italiana, o poderoso e controverso Secretário de Estado, Cardeal Tancredi Ludone, influenciador e causador da inesperada emeritação do Cardeal Rè, teria iniciado uma grandiosa campanha para o retorno do Cardeal Angelo Baglioni ao posto de Decano dos Cardeais, planejando uma possível derrota do Cardeal Scola, mas sem sucesso. 

Em contrapartida, Scola nunca escondeu sua sofreguidão por Ludone, e desde o início se opôs à sua dupla-nomeação como Camerlengo e Secretário de Estado. O descontentamento de Scola e de seus apoiadores no Colégio parece não ter sido o suficiente para demover o Papa de sua decisão. 

De outro lado, desde que se tornou Secretário de Estado, Ludone tem formado uma forte base no Colégio de Cardeais e monopolizado os cargos da Cúria, distribuindo a seus aliados. Fontes internas da Santa Sé revelam que o Colégio dos Cardeais, atualmente, divide-se entre dois grupos guiados pelo Decano e pelo Secretário de Estado, gerando uma possível cisão sem precedentes na Cúria de um Pontífice que já começa a sinalizar desgaste físico e debilidade.