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Città del Vaticano | Edizione del 25 gennaio 2025ASSEMBLEIA GERAL DO EPISCOPADO É MARCADA POR REFLEXÕS E REAFIRMA COMUNHÃO ECLESIAL
CIDADE DO VATICANO - A Assembleia Geral do Episcopado, teve início ontem, 24 de janeiro, na imponente Catedral da Sé, em São Paulo, com um momento de profunda espiritualidade, marcando um novo capítulo na história recente da Igreja. O Papa Urbano presidiu a cerimônia de abertura, que incluiu a oração das I Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo, destacando a relevância deste encontro para o episcopado mundial.
O evento contou com a presença do Presidente da República Federativa do Brasil, além de diversas autoridades civis e religiosas. O Arcebispo-Metropolitano de São Paulo, Cardeal Giuseppe Scola, recepcionou calorosamente o Pontífice na entrada da Catedral, expressando, em seu discurso, a esperança que este Sínodo desperta para a Igreja e o mundo.
Na mensagem de abertura, o Santo Padre dirigiu palavras encorajadoras aos bispos presentes:
Ao iniciarmos esta Assembleia Geral, São Paulo, Apóstolo e bispo, em seu testemunho salvífico, nos encoraja a trabalhar mais uma vez juntos sobre todo o panorama de questões que nos preocupam. Na nossa comum situação difícil devido a uma cultura secularizada, procuramos compreender a missão que o Senhor nos confiou e realizá-la do melhor modo possível.
O Papa Urbano também destacou o caráter singular do episcopado na vida da Igreja:
Caríssimos bispos, o múnus do episcopado é exercido, também, em infundir esperança. (...) Procuramos compreender a missão que o Senhor nos confiou e realizá-la do melhor modo possível. (...) Nós, bispos, somos convocados para manifestar essa verdade central, pois estamos vinculados diretamente a Cristo, Bom Pastor.
Reflexões e debates sobre a missão episcopal
Após a oração das Vésperas, os trabalhos da Assembleia Geral foram oficialmente abertos. O encontro proporcionou aos bispos momentos de reflexão profunda sobre o papel do episcopado, sua relação com os fiéis e as estruturas das circunscrições eclesiásticas. Temas como a necessidade de um maior discernimento pastoral e os desafios de uma cultura cada vez mais secularizada estiveram no centro das discussões.
O Papa Urbano enfatizou a responsabilidade dos bispos como “mestres da fé”, recordando que a missão de evangelizar exige coragem e fidelidade: "Diante das disputas (...) o Apóstolo Paulo pergunta: o que é um Apóstolo? (...) São servos; conforme o que o Senhor concedeu a cada um (cf. 1 Cor 3, 5)."
Encerramento e expectativas futuras
A Assembleia Geral se encerra hoje, 25 de janeiro, com a celebração da Santa Missa na Festa da Conversão de São Paulo, a ser presidida pelo Papa Urbano e concelebrada pelos bispos sinodais. Este momento de comunhão e celebração eucarística simboliza a união da Igreja e o compromisso renovado com sua missão pastoral.
Após o término da Assembleia, as atenções se voltam para a aguardada Exortação Apostólica que o Papa Urbano deverá publicar. Este documento reunirá as reflexões e direções discutidas no Sínodo, oferecendo um guia pastoral para enfrentar os desafios contemporâneos e fortalecer a esperança no coração do Povo de Deus.
A realização do Sínodo em São Paulo, simbolicamente na Festa da Conversão do Apóstolo dos Gentios, destaca a inspiração paulina na construção de uma Igreja em unidade e constante conversão. Como afirmou o Santo Padre, "A missão que nos é confiada, como Mestres da fé, consiste em recordar, como o mesmo Apóstolo das Gentes escrevia, que o nosso Salvador «quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1Tm 2, 4-6). O ministério episcopal nos impele ao discernimento da vontade salvífica, na busca de uma pastoral que eduque o Povo de Deus a reconhecer e acolher os valores transcendentes, na fidelidade ao Senhor e ao Evangelho."



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