
URBANUS, EPISCOPVS
SERVUS SERVORUM DEI
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
BULA PONTIFÍCIA
"Clemens et Reconciliator"
SOBRE A REMOÇÃO E O PERDÃO DA EXCOMUNHÃO IMPOSTA AO SACRO IMPERADOR, OTTO I
A todos os fieis que estas palavras alcancem, saudação na graça e paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, “o qual quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2,4).Com a solicitude que nos é confiada como Vigário de Cristo na terra e Pastor Supremo da Igreja, decidimos, movidos pelo amor misericordioso de Deus e pelo apelo de reconciliação, emitir esta declaração solene, pela qual se revoga a excomunhão que havia sido imposta ao Sacro Imperador dos Romanos, Otto I, pelo nosso venerável predecessor, Papa Augusto, na Bula Apostólica Adversus Perfidos et Rebelles.
Nosso juízo se fundamenta na infinita misericórdia divina, que nos é revelada pelo próprio Senhor em sua palavra: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1,9). Tendo o Sacro Imperador demonstrado sinais claros de arrependimento e desejo de renovação na comunhão eclesial, julgamos oportuno acolhê-lo novamente no seio da Santa Igreja de Deus.
Assim como o Senhor nos ensina: “Não quero a morte do pecador, mas que ele se converta e viva” (Ez 18,23), é dever da Igreja abrir os braços para acolher aquele que busca a reconciliação e o perdão. O Imperador Otto I, após um período de distanciamento e contenda, expressou publicamente seu arrependimento e jurou defender a fé e os direitos da Igreja com lealdade e obediência.
Portanto, em virtude da autoridade apostólica que nos foi concedida, e inspirados pelo exemplo do Bom Pastor, que deixa as noventa e nove ovelhas para buscar a que estava perdida (cf. Lc 15,4), declaramos e decretamos:
I. Que a pena de excomunhão anteriormente imposta ao Sacro Imperador Otto I está, por este ato, revogada.
II. Que ele seja novamente admitido à comunhão plena da Santa Igreja, com todos os direitos, privilégios e responsabilidades que lhe competem como filho fiel da Igreja e defensor da cristandade.
Que ele, doravante, seja lembrado nas orações dos fieis e tratado com respeito devido ao seu ofício imperial, reconhecendo-o como “braço secular da Igreja” no cumprimento de sua missão.
Confiamos este ato de reconciliação à proteção do Santíssimo Nome de Jesus, que na cruz rogou por seus algozes dizendo: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Que este gesto seja um testemunho vivo da misericórdia divina e um convite à unidade entre todos os fieis, sob a autoridade de Cristo, nossa paz.
Dado e passado em Roma, junto a São Pedro, aos 08 dias de janeiro de 2025, primeiro do nosso Pontificado.
In Christus,
Urbanus, Pp.
Pontifex Maximus
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