CONGREGAÇÃO DE CULTO DIVINO E DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
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INSTRUÇÕES GERAIS
Pontificalis Introductio
sobre a alteração na estrutura da Missa de Entronização Pontifícia.
Prólogo
A Missa de Entronização Pontifícia, sendo uma das mais solenes celebrações da Igreja, expressa a majestade e a santidade do ofício petrino. Esta liturgia, que historicamente reflete a continuidade e a unidade da Igreja, é um testemunho visível da fé católica em Cristo, que prometeu a Pedro e aos seus sucessores o poder das chaves do Reino dos Céus (cf. Mt 16,19).
Ao longo dos séculos, a Igreja zelou por manter a dignidade e a reverência dessa celebração, adaptando-se às necessidades pastorais e aos contextos históricos, sem jamais perder de vista a essência do mistério que ela representa. A presente instrução visa fornecer diretrizes para a necessária atualização da estrutura da Missa de Entronização Pontifícia, garantindo que a mesma continue a ser um verdadeiro sacramento de unidade e uma expressão da fé viva da Igreja.
Normas e Conduta
1. Procissão de Entrada
§1. O rito começa com uma procissão solene saindo da sacristia. Esta procissão inclui diáconos, cerimoniários, cardeais e o celebrante.
§2.Eles se dirigem ao túmulo de São João de Latrão, a primeira igreja catedral de Roma, conhecida como "a mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo".
§3. Durante a procissão, entoa-se o cântico "Tu es Petrus", uma expressão de reconhecimento da autoridade do Papa como sucessor de São Pedro.
2. Oração e Incensação do Túmulo:
§1. Ao chegar ao túmulo, o celebrante e os participantes fazem uma breve oração silenciosa, seguida da incensação do túmulo, um sinal de respeito e veneração.
§2. Esse gesto litúrgico simboliza a união espiritual com os santos que repousam ali e a continuidade da tradição apostólica.
3. Anel e Pálio
§1. Após a oração, os diáconos recebem o anel e o pálio, símbolos do pontificado.
§2. O pálio é um símbolo de autoridade e jurisdição do Papa sobre a Igreja Universal, enquanto o anel, chamado "Anel do Pescador", simboliza a união do Papa com a Igreja. Todos então se dirigem para a Basílica de São Pedro, o centro do cristianismo católico.
4. Posse Pontifícia em Latrão
§1. Assentamento na Cátedra: Ao entrar na Basílica de São João de Latrão, o Santo Padre, usando a mitra e segurando a férula, assenta-se na cátedra, o trono episcopal que simboliza sua autoridade como Bispo de Roma. Este é um momento de grande significado, pois a cátedra em Latrão é o símbolo do poder de ensinar e governar conferido ao Papa.
§2. Saudação do Vigário Geral: O Vigário Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, de solidéu, saúda o Santo Padre em nome da Igreja de Roma. Ele declara a exultação da Igreja por receber seu bispo, o sucessor de São Pedro, e afirma a importância da cátedra como o ponto de referência para toda a Igreja. A saudação finaliza com uma oração à Santíssima Trindade, pedindo que a unidade do rebanho seja sempre mantida sob um único pastor.
5. Entronização Pontifícia
§1. Terminada a saudação, os presentes se dirigem à Basílica de São Pedro, em procissão, enquanto canta-se as Laudes.
§2. Chegando lá, prossiga o rito normalmente.
§2.2. A procissão substitui o Ato Penitencial.
§2.3. Na Basílica, se faça a saudação inicial, e prossiga com o rito de Entronização, após, continue a celebração normalmente.
§2.3. Na Basílica, se faça a saudação inicial, e prossiga com o rito de Entronização, após, continue a celebração normalmente.
Conclusão
Invocamos a proteção de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, que recebeu de Cristo a missão de apascentar as Suas ovelhas e de confirmar seus irmãos na fé, para que este renovado rito de entronização papal continue a ser um sinal da graça divina que guia e sustenta a Igreja. Que esta instrução, fundamentada nas Sagradas Escrituras e na tradição viva da Igreja, sirva para renovar e fortalecer o espírito de comunhão e reverência nas celebrações litúrgicas da Igreja.
Dado em Roma, no gabinete desta congregação, no dia 01 de setembro do ano do Senhor de 2024 e primeiro de nosso Pontificado.
+ Fernando Card. Bórgia, OSB
Prefeito do Dicastério para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos
Notas:
[1] cf. Mt 16,19.
[2] cf. CIC, can. 333, §1.
[3] cf. Sal 110, 4.
[4] cf. CIC, can. 749, §1.
[5] cf. Jo 21, 15-17.
[6] cf. 1 Tm 2, 1-2.
[7] cf. CIC, can. 835, §1.


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