CARTA ABERTA AO CLERO
POR OCASIÃO DA IMORALIDADE,
SANDICE E,
ATOS CONTRA A MORAL CATÓLICA.
SANDICE E,
ATOS CONTRA A MORAL CATÓLICA.
Roma, Itália
Sexta-feira, 09 de fevereiro de 2024
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DOM ANGELO CARDEAL BAGLIONI
POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ
CARDEAL-BISPO DI ÓSTIA & PALESTRINA
DECANO DO SACRO COLÉGIO CARDINALÍCIO
Aos irmãos no sacerdócio e a todo povo de Deus,
saudações e bênçãos no Senhor.
Caríssimos irmãos;
Não há como negar que os bailes e festas de carnaval que temos hoje são tremendas, imensas ocasiões para o pecado. E verdadeiramente, segundo a Sã Doutrina de sempre da Igreja Católica, sob o patrocínio de Santo Afonso Maria de Ligório, "expor-se a uma ocasião próxima de pecado mortal, que se poderia evitar, já é pecado mortal de imprudência".
E é por esse caminho que vemos, hoje, a cristandade como que a se derreter, como cera próxima do fogo. A necessária reforma das consciências cristãs requer que se restitua às almas o horror pelo pecado. Não é possível querer ser cristão e continuar brincando com a própria salvação eterna, expondo-se aos sutis laços do Inferno. Assim, pergunta a Sagrada Escritura: “Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Pr 6,28).
E como já dizia um velho e experiente diretor de almas: “Em fugir ou não fugir da ocasião, consiste o cair ou não cair no pecado”. Este mesmo autor faz, ainda, uma curiosa observação:
“Somos muitas vezes nós que tentamos ao diabo! Por quê? Porque somos nós os que buscamos a ocasião, somos nós que chamamos por ela; e buscar a ocasião em vez de ela nos buscar é, em vez de o diabo nos tentar, tentarmos nós ao diabo...” (Pe. Manuel Bernardes, Sermões e Práticas, II)
Nada auxilia tanto os planos do demônio quanto as ocasiões de pecado. São como que emboscadas em que a todo momento aquela antiga Serpente prepara o bote. Logo, não há outra alternativa para o homem: ou a fuga das más ocasiões ou a morte espiritual.
Adverte-nos Sto. Afonso de Ligório:
Adverte-nos Sto. Afonso de Ligório:
“Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: 'infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eternidade!'. (...) O Espírito Santo diz: 'Quem ama o perigo, nele perecerá' (Eclo 3,27).”
(LIGÓRIO, Santo Afonso Maria. Escola da Perfeição Cristã, comp. de textos do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, CSSR, 4ª edição, Petrópolis: Vozes, 1955, p. 44)
O carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egito: era dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI dC. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles.
No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do carnaval. Ao contrário do que se diz, o catolicismo não "adotou" o carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. A festa agora terminava em penitência, na Quarta-feira de Cinzas.
Entretanto, como se vê, lamentavelmente, apesar de a Igreja ter sempre tentado dar um novo sentido à festa da carne, não obteve nisso um grande sucesso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade pagã, não veremos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, brigas, violência e excessos de todo tipo.
Como cristãos, somos sempre chamados a santidade, e o sentido original da palavra santo é "outro" ou "separado". Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus.
Sempre é oportuno lembrar o que diz S. Paulo Apóstolo:
“Não podeis beber ao mesmo tempo o Cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (1Cor 10,19-22)
Dado em Roma, no Palazzo Apostolico, junto a São Pedro, no dia 09 de Fevereiro, ano de 2024, sob pontificado de Ioannes, Pontífice Máximo.
Dado em Roma, no Palazzo Apostolico, junto a São Pedro, no dia 09 de Fevereiro, ano de 2024, sob pontificado de Ioannes, Pontífice Máximo.
+ Angelo Card. Baglioni
Deão dos Cardeais



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